A lesão intraepitelial de baixo grau (LIEBG) representa cer...

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Q4157194 Medicina
A lesão intraepitelial de baixo grau (LIEBG) representa cerca de 1% a 2% do total de esfregaço cervicovaginal. LIEBG e NIC1 refletem os efeitos citológicos e patológicos benignos da infecção por HPV. Na grande maioria dos casos, regride espontaneamente, contudo, em 15% a 30% das vezes, haverá uma lesão de alto grau.

De acordo com as recomendações do Instituto Nacional do Câncer (2016), se houver
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o fluxograma do INCA 2016 para HSIL: quando há lesão intraepitelial escamosa de alto grau e a colposcopia é satisfatória, com alterações maiores, junção escamocolunar visível, lesão restrita ao colo e sem extensão relevante para o canal endocervical, a diretriz admite tratamento excisional por exérese da zona de transformação; isso corresponde à alternativa D.

Tema central: Conduta nas lesões cervicais
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque LSIL não tem como conduta-padrão o encaminhamento imediato universal para colposcopia segundo o INCA 2016. O fundamento médico é a alta taxa de regressão espontânea de LSIL/NIC 1, o que sustenta manejo conservador e seguimento, e não procedimento imediato de rotina.
B
Errada
Está errada porque, em HSIL com colposcopia sem lesão visível, a diretriz recomenda nova avaliação em 6 meses, e não em 1 ano. O seguimento deve ser mais precoce, justamente pelo maior risco de lesão significativa não visualizada na colposcopia inicial.
C
Errada
Está errada porque NIC 1 em biópsia não tem como conduta padrão a eletrocauterização. O critério de exclusão é a história natural da NIC 1, que costuma refletir efeito benigno/produtivo da infecção por HPV e apresenta alta regressão espontânea, de modo que a diretriz privilegia seguimento conservador, não tratamento destrutivo rotineiro.
D
Certa
A alternativa D reproduz o cenário em que a diretriz do INCA 2016 permite exérese da zona de transformação como conduta recomendada: HSIL associada a colposcopia adequada, com achados maiores e sem extensão relevante para o canal endocervical. Nesse contexto, trata-se de situação compatível com abordagem excisional ambulatorial, desde que a lesão esteja restrita ao colo e sem suspeita de invasão ou doença glandular.
E
Errada
Está errada porque a afirmação é absoluta e contraria a diretriz: em mulheres muito jovens com NIC 2, a conduta expectante pode ser admitida em situações selecionadas. Portanto, não se pode afirmar que essa conduta 'não pode ser recomendada'.
Pegadinha da questão
A banca misturou fluxos de LSIL, HSIL, NIC 1 e NIC 2 em mulheres jovens para induzir troca de condutas: colposcopia imediata indevida na LSIL, seguimento tardio demais na HSIL sem achado colposcópico e negação incorreta de manejo conservador nas lesões de baixo grau ou em NIC 2 de mulheres jovens.
Dica para questões semelhantes
  • Separe primeiro se a alteração é LSIL/NIC 1 ou HSIL/NIC 2-3, porque a diretriz muda de conservadora para mais intervencionista.
  • Em HSIL, memorize que colposcopia adequada com achados maiores e lesão restrita ao colo pode levar à exérese da zona de transformação.
  • Quando a colposcopia não explica uma HSIL, não aceite seguimento anual: a reavaliação indicada é em 6 meses.
  • Desconfie de alternativas absolutas sobre NIC 2 em mulheres jovens, porque a diretriz admite observação em casos selecionados.

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