Das adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 14,7% util...

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Q4157193 Medicina
Das adolescentes brasileiras entre 15 e 19 anos, 14,7% utilizam algum método contraceptivo, sendo o anticoncepcional combinado oral (ACO) o método mais utilizado. A maioria delas procura contracepção cerca de 6 a 12 meses após o início da atividade sexual. Nos primeiros seis meses, 50% das meninas já engravidaram.

A respeito da contracepção nessa faixa etária, assinale a alternativa correta.
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na contracepção da adolescente, a presença de estrogênio nos métodos combinados não orais, como adesivo transdérmico e anel vaginal, mantém risco tromboembólico clinicamente relevante e pode limitar sua indicação, especialmente em pacientes com fatores predisponentes; por isso, a alternativa D é a única compatível com a base médica.

Tema central: Contracepção na adolescência
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a contracepção de emergência não tem eficácia restrita às primeiras 24 horas. A eficácia é maior quanto mais cedo se usa, mas permanece após esse intervalo, classicamente até 72 a 120 horas conforme o método. O erro da alternativa é transformar redução progressiva de eficácia em perda completa de utilidade após 24 horas.
B
Errada
Está errada porque regimes estendidos de contraceptivos combinados são, em geral, bem tolerados. Pode ocorrer sangramento de escape, sobretudo no início, mas isso não define intolerância global nem impede seu uso como estratégia válida. A alternativa confunde um efeito esperado de adaptação com má tolerabilidade obrigatória.
C
Errada
Está errada porque o DIU de cobre pode ser indicado para adolescentes e nulíparas. Não há fundamento para excluí-lo por suposto aumento de doença inflamatória pélvica e infertilidade como efeito próprio do método. O risco infeccioso relevante se relaciona principalmente à presença de IST no momento da inserção, e não ao DIU como causa direta de infertilidade futura.
D
Certa
A alternativa D está correta porque adesivo transdérmico e anel vaginal são métodos combinados com exposição estrogênica sistêmica. Assim, compartilham risco tromboembólico dos contraceptivos combinados e esse risco pode ser fator limitante para a indicação, em especial quando há fatores de risco associados.
E
Errada
Está errada porque a taxa de falha do anticoncepcional oral combinado em uso real depende fortemente da adesão, e em adolescentes essa adesão não é melhor que em adultas; pode até ser pior. Portanto, não se pode afirmar menor falha nessa faixa etária. A alternativa confunde eficácia teórica do método com efetividade em uso típico.
Pegadinha da questão
A banca explora confusões clássicas: achar que via não oral elimina risco tromboembólico do método combinado, que contracepção de emergência só funciona nas primeiras 24 horas e que DIU de cobre é inadequado para adolescentes por mito de DIP e infertilidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em contracepção de emergência, diferencie 'mais eficaz quanto antes' de 'só eficaz nas primeiras 24 horas'.
  • Em adolescentes, não exclua DIU de cobre por idade ou nuliparidade; o critério infeccioso relevante é IST associada à inserção, não o método em si.
  • Nos métodos combinados, a presença de estrogênio mantém o risco tromboembólico mesmo quando a via não é oral.
  • Ao comparar falha contraceptiva, separe eficácia do método em teoria da efetividade em uso típico, que depende de adesão.

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