Concentrados de plaquetas são transfundidas pré-procedimento...
Em qual das situações correspondentes a seguir, a transfusão de plaquetas está indicada?
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Tema central: A questão aborda as indicações para transfusão de plaquetas em procedimentos invasivos, fundamental em Hematologia. O objetivo é saber qual o limiar de contagem plaquetária que justifica a transfusão antes de procedimentos específicos para prevenir riscos hemorrágicos.
Fundamentação técnica: Conforme o Manual de Transfusão da ABHH (2ª edição), a contagem mínima de plaquetas recomendada para passagem de cateter venoso central é de 20.000/mm³. Quando a contagem estiver abaixo desse valor, a transfusão é indicada para reduzir o risco de sangramento associado ao procedimento.
Alternativa correta: C) Passagem de cateter central – < 20.000/microL.
Esta alternativa está correta porque reflete a orientação dos protocolos nacionais e internacionais. Segundo a ABHH (p. 44): "Para a introdução de cateter venoso central, recomenda-se transfusão de plaquetas se contagem < 20.000/mm³, na ausência de fatores adicionais de risco para sangramento". O raciocínio é baseado no equilíbrio entre segurança transfusional e prevenção de hemorragias, evitando transfusões desnecessárias.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Procedimentos endoscópicos terapêuticos – < 20.000/microL: Incorreto. Para procedimentos endoscópicos terapêuticos, a recomendação é contagem > 50.000/mm³, devido ao maior risco de sangramento.
- B) Broncoscopia com lavado broncoalveolar – < 50.000/microL: Incorreto. Para broncoscopia sem biópsia, aceita-se contagem mais baixa, mas para lavagem e biópsia, mantém-se o limite em 50.000/mm³.
- D) Neurocirurgia ou cirurgia ocular – < 200.000/microL: Errada. O limiar indicado é 100.000/mm³ (Manual ABHH, p. 44) e não 200.000.
- E) Aspiração/biópsia de medula óssea – < 50.000/microL: Também incorreto. Aspirações podem ser realizadas com segurança em pacientes com > 20.000/mm³, sem necessidade de transfusão até esse valor.
Estratégia de prova: Atente-se a limiares numéricos precisos e à classificação do risco hemorrágico de cada procedimento. Palavras como “terapêutico”, “neurocirurgia” e “cateter central” mudam a conduta. Evite o erro comum de superestimar a necessidade de transfusão em procedimentos moderados.
Referência: Manual de Transfusão da ABHH, 2ª ed., p. 44.
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