A realização de exames laboratoriais de alta sensibilidade p...
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Tema Central: A questão aborda a retrovigilância em hemoterapia diante de soroconversão de marcadores infecciosos em doador previamente não reagente. Trata-se de uma conduta crítica na segurança transfusional, prevista em protocolos nacionais e internacionais.
Justificativa da Alternativa Correta (C):
Segundo o Manual para o Sistema Nacional de Hemovigilância no Brasil (2022) e a Instrução Normativa IN nº 196/2022, a detecção de soroconversão em um doador exige, como medida prioritária, o descarte imediato dos hemocomponentes em quarentena daquela doação. Essa conduta é fundamental para a segurança dos pacientes, evitando a transfusão de componentes que podem estar contaminados por agentes infecciosos, mesmo antes da confirmação laboratorial.
O protocolo determina que essa ação seja desencadeada sempre que há viragem sorológica para marcadores obrigatórios (ex: HIV, HBV, HCV, sífilis, entre outros). Isso ocorre porque, na janela imunológica, é possível que o agente infeccioso já esteja presente e transmissível, embora o marcador ainda não seja detectado de imediato em alguns testes.
Trecho normativo: “Hemocomponentes em quarentena da doação em que foi detectada a soroconversão devem ser descartados.” (Manual de Hemovigilância, Seção: Retrovigilância).
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Convocar imediatamente para teste confirmatório é parte do procedimento, mas o descarte dos hemocomponentes em quarentena deve ser imediato, independentemente do resultado confirmatório. A alternativa omite o passo essencial da biossegurança.
B) O doador deve sim ser convocado para esclarecimento diagnóstico, mesmo em caso de teste confirmatório negativo, dada a importância da avaliação clínica e futura elegibilidade.
D) O procedimento não autoriza liberar hemocomponentes anteriores com base em reteste negativo; a recomendação é proceder investigação retrospectiva e notificação — e o reteste não substitui rastreabilidade e possível busca-receptor.
E) A investigação retrospectiva e busca dos hemocomponentes das últimas doações é indicada, porém a janela de 5 anos está incorreta; a conduta é avaliar todas as doações anteriores potencialmente expostas, conforme avaliação epidemiológica e protocolos vigentes.
Dica para provas: Fique atento à diferença entre descarte preventivo e investigação confirmatória! A segurança transfusional prioriza o paciente, mesmo antes do resultado confirmatório final.
Referências utilizadas: Manual de Hemovigilância (2022); IN nº 196/2022; revisão em Hematologia – Hoffbrand; UpToDate – Hemovigilance.
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