O primeiro passo na avaliação da suspeita de anemia hemolít...

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Q2262935 Medicina
O primeiro passo na avaliação da suspeita de anemia hemolítica induzida por drogas é reconhecer os sinais e sintomas de hemólise. Anemia hemolítica induzida por drogas costuma ser aguda e grave e pode ocorrer em vários intervalos após a introdução da droga.
Com relação a esse tema, é correto afirmar que
Alternativas

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Tema central: A questão aborda a anemia hemolítica induzida por drogas, exigindo conhecimento dos mecanismos fisiopatológicos, fatores de risco e condutas.

Alternativa correta: A) Indivíduos com deficiência de G6PD têm maior suscetibilidade a drogas oxidantes, o que pode acarretar hemólise oxidativa.

Justificativa: A deficiência de G6PD é uma desordem hereditária comum. A G6PD é uma enzima essencial que protege os eritrócitos contra estresse oxidativo. Sem ela, exposição a drogas oxidantes (ex: sulfonamidas, nitrofuranos, dapsona) pode gerar hemólise grave. Isso ocorre porque os eritrócitos não conseguem neutralizar radicais livres, formando corpos de Heinz e levando à destruição celular.

Citação de diretriz: Conforme o documento da Sociedade Brasileira de Pediatria: “Os eritrócitos deficientes de G6PD encontram-se vulneráveis à hemólise... após ingestão de certas drogas oxidantes...”

Análise das alternativas incorretas:

B) Teste de antiglobulina direto negativo: Incorreta. Em muitos casos de anemia hemolítica induzida por drogas, o TAD é positivo, pois anticorpos podem se depositar nas hemácias, ajudando no diagnóstico diferencial com anemia hemolítica autoimune.

C) Inibidores de bomba de prótons (IBP): Errado. IBP raramente estão associados à hemólise. Os principais agentes incluem antibióticos (penicilinas, cefalosporinas), antimaláricos e sulfonamidas.

D) Suspensão do medicamento inadequada: Equívoco. Suspender o agente causal geralmente é suficiente para interromper a hemólise. Corticosteroides são indicados principalmente em hemólises autoimunes, não como rotina em casos induzidos por G6PD.

E) Postergar transfusão: Errado. Em hemólise aguda e grave, transfusão deve ser realizada imediatamente se houver indicação clínica, não devendo ser postergada indevidamente. Usa-se sangue mais compatível possível, mas o risco de atraso supera potenciais reações.

Dicas de prova: Atenção ao nome dos medicamentos comumente associados à hemólise. Palavras como “suspensão do agente etiológico” costumam ser pistas corretas. Alternativas que usam termos absolutos (“sempre”, “nunca”) e fogem das recomendações de protocolos devem ser vistas com cautela.

Referências: SBP – Deficiência de G6PD, Harrison’s - Princípios de Medicina Interna, UpToDate.

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Comentários

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A alternativa A está correta pois os indivíduos com deficiência de G6PD (glucose-6-fosfato desidrogenase) são mais suscetíveis a drogas oxidantes, que podem causar hemólise oxidativa. A G6PD é uma enzima crucial na proteção das células vermelhas do sangue contra o estresse oxidativo. Se um indivíduo possui essa deficiência, seu organismo é menos capaz de lidar com o estresse oxidativo causado por certas drogas, levando à hemólise, que é a destruição acelerada das células vermelhas do sangue, resultando em anemia hemolítica. As outras alternativas são incorretas pois o teste de Coombs pode ser positivo em casos de anemia hemolítica imune, os inibidores de bomba de prótons não estão associados à hemólise, a suspensão do medicamento suspeito geralmente leva à reversão da anemia hemolítica, e as transfusões de sangue são uma medida de suporte, não necessariamente postergadas em todos os casos.

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