De acordo com a Portaria de Consolidação no 5 de 28 de se...
Assinale a alternativa correta com relação às transfusões de emergência.
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Tema central: Esta questão aborda as normativas para transfusões de emergência previstas nas diretrizes do Ministério da Saúde, especialmente em situações que envolvem risco iminente à vida, onde o tempo para liberação total dos hemocomponentes pode ser reduzido. O conhecimento desses protocolos é essencial ao médico hematologista, reafirmando sua responsabilidade técnica e ética diante de decisões críticas.
Justificativa da alternativa correta (B): A alternativa B está absolutamente correta. Segundo a Portaria de Consolidação nº 5, de 28/09/2017, Anexo IV, o médico solicitante deve estar ciente dos riscos das transfusões em situações de urgência ou emergência e será responsável pelas consequências do ato, principalmente se foi causada por falha, omissão ou indicação sem respaldo nos protocolos do Comitê Transfusional. Isso se fundamenta na proteção do paciente e na responsabilização profissional, conforme destacado em protocolos oficiais e na literatura médica — como reforçado por manuais de referência como "Hematologia: Fundamentos e Prática", de Hoffbrand.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Errada. Em emergência, mesmo na ausência de amostra do paciente, o hemocomponente pode ser liberado, desde que devidamente documentada a justificativa e adotadas as cautelas necessárias.
C) Errada. As provas pré-transfusionais, mesmo que a transfusão já tenha ocorrido, devem ser concluídas para garantir registro e segurança em eventuais futuras transfusões. É obrigação do serviço de hemoterapia finalizar a etapa laboratorial.
D) Errada. O uso de hemácias O RhD negativo, apesar de preferível na impossibilidade de conhecer o grupo do paciente, não é obrigatório; pode-se avaliar o uso de O RhD positivo conforme disponibilidade e perfil epidemiológico, como ressaltado em UpToDate e pelo Ministério da Saúde.
E) Errada. Cirurgia eletiva não é motivo para transfusão de emergência: só se caracteriza emergência se houver risco imediato à vida, conforme o critério da urgência hemoterápica do Ministério da Saúde.
Dica de prova: Palavras como “obrigatório”, “nunca” e “sempre” costumam indicar alternativas erradas quando o assunto envolve protocolos adaptáveis a situações clínicas específicas. Fique atento à diferença entre recomendações preferenciais e obrigações normativas!
Referências fundamentais: Portaria de Consolidação nº 5 (Anexo IV), UpToDate e Hoffbrand (Hematologia). Utilize-os para aprofundar sua segurança no tema.
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