Paciente, masculino, 68 anos, veio ao ambulatório com queix...
O diagnóstico mais provável para esse caso é
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Tema central: O caso aborda o diagnóstico diferencial das gamopatias monoclonais, com ênfase na Macroglobulinemia de Waldenström (MW). Entender como reconhecer o perfil clínico, morfológico e imunofenotípico desse grupo de doenças é fundamental para o exercício médico e para provas de residência e concursos.
Justificativa da alternativa correta (C):
O quadro clínico descrito (anemia, perda ponderal, neuropatia periférica, constipação) somado à presença de gamopatia monoclonal IgM e achados no mielograma (menos de 10% de plasmócitos, infiltrado linfoplasmocitário com imunofenotipagem CD19, CD20 e CD24 positivos) são típicos da Macroglobulinemia de Waldenström. Segundo o Harrison’s Principles of Internal Medicine, 20ª ed., Cap. 110: “A MW caracteriza-se pela infiltração linfoplasmocitária da medula óssea e pela presença de IgM monoclonal circulante.” Sintomatologia relacionada à hiperviscosidade (secundária à IgM elevada) é um marcador importante. Ter menos de 10% de plasmócitos afasta mieloma múltiplo.
Análise das alternativas incorretas:
A) Gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI): Embora haja pic monoclonal, a GMSI é definida, conforme UpToDate (2024), pela ausência de infiltração significativa na medula, ausência de sintomas e ausência de infiltração linfoplasmocitária.
B) Doença de depósito de cadeia leve: Apresenta excesso de cadeias leves (kappa ou lambda), não IgM, e costuma causar insuficiência renal e amiloidose, não infiltração linfoplasmocitária.
D) Mieloma múltiplo: Predomina plasmócitos (>10% na medula), quadro ósseo e insuficiência renal; a proteína monoclonal é em geral IgG ou IgA. Não ocorre, tipicamente, produção marcante de IgM nem infiltrado linfoplasmocitário.
E) Amiloidose: Decorre do depósito extracelular de proteínas anormais (ex: cadeias leves ou transtirretina), pode causar vários sintomas, porém não apresenta infiltrado linfoplasmocitário com perfil de IgM.
Dica estratégica: Nas questões, destaque a classe da imunoglobulina (IgM = MW), o tipo celular infiltrante e os sintomas sistêmicos. Atenção aos termos “plasmócitos” versus “linfoplasmócitos”, pois orientam diagnósticos distintos. Pegadinha comum: achar que toda gamopatia é mieloma ou GMSI – atente aos detalhes proporcionados pelo exame da medula!
Diretrizes e evidências:
No consenso do National Comprehensive Cancer Network (NCCN, 2024): “O diagnóstico de MW requer gamopatia monoclonal IgM associada à infiltração linfoplasmocitária na medula óssea.”
Resumo final: O perfil clínico, laboratorial e imunofenotípico apresentados são exclusivos da Macroglobulinemia de Waldenström, tornando essa a alternativa correta.
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