A trombocitopenia imune primária (PTI, também chamada púrpu...

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Q2262921 Medicina
A trombocitopenia imune primária (PTI, também chamada púrpura trombocitopênica idiopática, púrpura trombocitopênica imune) é uma trombocitopenia adquirida causada por autoanticorpos contra antígenos plaquetários. É uma das causas mais comuns de trombocitopenia em adultos.
Assinale a alternativa correta em relação à PTI.
Alternativas

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Tema central: A Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) é uma doença autoimune caracterizada pela destruição de plaquetas mediada por autoanticorpos, levando a trombocitopenia isolada. O diagnóstico é predominantemente clínico-laboratorial e feito por exclusão.

Alternativa correta: E
Justificativa: De acordo com diretrizes nacionais (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas – PCDT – do Ministério da Saúde) e literatura internacional, não se recomenda, atualmente, a avaliação rotineira da medula óssea para diagnóstico de PTI, mesmo em pacientes acima de 60 anos. O diagnóstico é clínico, baseado em anamnese, exame físico, hemograma, contagem de plaquetas e esfregaço de sangue periférico. A investigação de medula é reservada a casos atípicos ou refratários ao tratamento.

"O diagnóstico é realizado por anamnese cuidadosa, exame físico, hemograma, contagem de plaquetas (CP) e avaliação do esfregaço de sangue periférico. Não há necessidade de avaliação da medula óssea ou de quaisquer outros exames." (Protocolo MS, p. 8)

Análise das alternativas incorretas:

A) Hemorragias mucocutâneas, como petéquias e equimoses, são mais frequentes que hematúria na PTI. Hematúria é rara, indicando gravidade se presente.

B) Em adultos, as remissões espontâneas são incomuns (menores que 20%). Remissões espontâneas são mais observadas em crianças, não em adultos.

C) A dosagem de anticorpos antiplaquetários NÃO é o padrão-ouro. Estes testes têm baixa sensibilidade e especificidade, não sendo recomendados para diagnóstico.

D) A indicação de internação depende do quadro clínico (sangramento significativo, risco de sangramento ou comorbidades), não apenas do número de plaquetas.

Pontos-chave para provas:

  • Desconfie de alternativas que apontam exames invasivos como rotina sem respaldo em diretrizes.
  • Fique atento às manifestações clínicas típicas e atípicas citadas nas alternativas.
  • Avalie sempre se o enunciado provoca generalização inadequada do tratamento ou do diagnóstico.

Dica do especialista: Domine os principais critérios diagnósticos e as atualizações dos protocolos para responder questões de Hematologia com segurança!

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Comentários

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A resposta correta a essa pergunta é a alternativa E, que afirma que a avaliação da medula óssea não é mais uma prática recomendada como teste de diagnóstico rotineiro em pacientes com PTI com mais de 60 anos de idade. A razão para isso é que a trombocitopenia imune primária (PTI) é uma condição que é diagnosticada principalmente por exclusão, uma vez que não existe um único teste que possa confirmar definitivamente o diagnóstico. Anteriormente, a avaliação da medula óssea era realizada rotineiramente em todos os pacientes com suspeita de PTI para excluir outras causas de trombocitopenia. No entanto, a medicina moderna agora reconhece que em pacientes com mais de 60 anos de idade, que não apresentam outras anormalidades clínicas ou laboratoriais, a avaliação da medula óssea possui uma probabilidade muito baixa de revelar uma causa alternativa de trombocitopenia. Portanto, para evitar procedimentos invasivos desnecessários, a avaliação da medula óssea não é mais recomendada como um teste de diagnóstico de rotina nesse grupo de pacientes.

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