A dosagem do D-dímero é amplamente empregada na avaliação di...

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Q3874901 Medicina
A dosagem do D-dímero é amplamente empregada na avaliação diagnóstica do tromboembolismo pulmonar (TEP) e tromboembolismo venoso (TEV). Marque a alternativa INCORRETA sobre o D-dímero. 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O D-dímero é um marcador inespecífico de ativação de coagulação/fibrinólise e pode se elevar em várias परिस्थितções clínicas, inclusive gestação complicada/eclâmpsia e processos inflamatórios ou serosos. Como a alternativa A nega elevação significativa em eclâmpsia e em efusão pleural, ela contraria esse princípio e é a incorreta.

Tema central: Interpretação do D-dímero
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a resposta porque erra ao tratar eclâmpsia e efusão pleural como se não pudessem elevar significativamente o D-dímero. A eclâmpsia se associa a ativação endotelial, inflamação e estado pró-coagulante, podendo elevar o marcador. Além disso, efusões pleurais podem ocorrer em contextos inflamatórios, infecciosos, neoplásicos ou tromboembólicos, todos compatíveis com aumento de D-dímero. O ponto médico decisivo é que esse exame tem alta sensibilidade, mas baixa especificidade, e não sobe apenas em TEV/TEP.
B
Errada
Está correta no conceito cobrado. Em pacientes acima de 50 anos, usa-se ajuste etário do ponto de corte do D-dímero, classicamente idade × 10 nas unidades do ensaio FEU. A base ressalta que a unidade escrita na alternativa é atípica, mas isso não invalida a ideia central de ajuste por idade.
C
Errada
Está correta porque descreve justamente a baixa especificidade do D-dímero. Pós-operatório, internação prolongada e hematomas/trauma cursam com ativação de coagulação e fibrinólise não exclusiva de TEV, o que aumenta o D-dímero e reduz seu rendimento para exclusão isolada de tromboembolismo.
D
Errada
Está correta na lógica diagnóstica. Métodos de alta sensibilidade, como ELISA, são úteis no departamento de emergência para excluir TEP em pacientes com probabilidade pré-teste baixa ou intermediária quando o resultado é negativo. O critério médico não é confirmar doença com D-dímero positivo, e sim usá-lo para exclusão em cenário clínico apropriado.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre 'marcador não específico para trombose' e 'marcador que só se altera em TEV/TEP'. A eclâmpsia desmonta a alternativa A por si só, porque é causa reconhecida de elevação do D-dímero.
Dica para questões semelhantes
  • Se a alternativa disser que determinada condição não tromboembólica não eleva D-dímero, desconfie: o exame sobe em múltiplos estados inflamatórios, traumáticos, cirúrgicos, obstétricos e neoplásicos.
  • Para TEV/TEP, pense no D-dímero como teste de exclusão quando a probabilidade pré-teste é baixa ou intermediária e o método tem alta sensibilidade.
  • Em idosos, verifique se a questão cobra ajuste etário do ponto de corte acima de 50 anos.
  • Não use D-dímero positivo como confirmação diagnóstica; o principal limite do exame é a baixa especificidade.

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