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Q3874885 Medicina
Sobre o Diabetes Mellitus, seu tratamento e suas complicações, marque a alternativa CORRETA. 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é reconhecer a cetoacidose diabética euglicêmica associada aos inibidores de SGLT2: essa classe pode manter glicemia normal ou discretamente elevada por glicosúria, sem impedir cetogênese e acidose, o que torna a alternativa C a correta.

Tema central: CAD euglicêmica por SGLT2
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque o estado hiperglicêmico hiperosmolar cursa com desidratação intensa, hemoconcentração, hiperosmolaridade e hipercoagulabilidade, o que aumenta o risco de eventos tromboembólicos. Assim, descrever tromboembolismo pulmonar como complicação relativamente rara não se sustenta no contexto fisiopatológico do EHH.
B
Errada
Está errada porque não existe regra geral de permanência obrigatória por 48 horas para todo paciente com cetose diabética sem acidose ou apenas hiperglicemia sem cetose. A decisão de alta ou observação depende de gravidade, resposta ao tratamento, estabilidade clínica e laboratorial e controle da causa precipitante. O erro é transformar vigilância clínica em tempo fixo universal.
C
Certa
A alternativa C está correta porque os inibidores de SGLT2 podem precipitar cetoacidose diabética com glicemia normal ou discretamente elevada. O fundamento é farmacológico e fisiopatológico: a glicosúria induzida por essa classe reduz a glicemia circulante, mas não impede deficiência relativa/absoluta de insulina, cetose e acidose. Portanto, em usuário de SGLT2, euglicemia não afasta o diagnóstico de CAD.
D
Errada
Está errada porque o adiamento da insulina na cetoacidose diabética é reservado para hipocalemia importante, classicamente com potássio sérico abaixo de 3,3 mEq/L. O valor de 4,3 mEq/L não é o limiar para postergar insulinoterapia. Entre 3,3 e 5,2 mEq/L, a conduta é iniciar insulina com reposição de potássio e monitorização, já que a insulina reduz o potássio sérico ao deslocá-lo para o meio intracelular.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: achar que CAD exige hiperglicemia acentuada e trocar o limiar de potássio que realmente contraindica temporariamente a insulina na CAD.
Dica para questões semelhantes
  • Em usuário de SGLT2, não use glicemia normal como critério para excluir cetoacidose diabética.
  • Na CAD, diferencie a faixa em que o potássio deve ser reposto da faixa em que a insulina precisa ser adiada; o adiamento ocorre com K+ abaixo de 3,3 mEq/L.
  • Em quadros de hiperglicemia ou cetose sem acidose, desconfie de alternativas que impõem tempo fixo obrigatório de internação sem considerar estabilidade clínica e laboratorial.
  • No EHH, lembre que desidratação grave e hiperosmolaridade significam também maior risco trombótico, não menor.

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