Homem de 24 anos, portador de diabetes mellitus há seis ano...
Qual o tipo de diabetes desse paciente?
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Tema central: A questão aborda a classificação dos tipos de diabetes mellitus, tema essencial para concursos na área médica. O foco está na interpretação conjunta dos exames do paciente (peptídeo C e autoanticorpos) e no conhecimento das diretrizes que norteiam a conduta diagnóstica.
Justificativa da alternativa correta – C) Tipo 1B:
O paciente apresenta autoanticorpos negativos (excluindo DM 1A, o tipo autoimune) e peptídeo C de 0,2 ng/mL (bem abaixo do valor de corte de 0,6 ng/mL, indicando ausência de produção endógena relevante de insulina). De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (2024), “se o peptídeo C randômico estiver < 0,6 ng/mL, no paciente com cinco anos ou mais de duração do DM, a classificação deverá ser DM tipo 1B”. A fisiopatologia do DM 1B é a destruição das células beta pancreáticas, porém sem evidências de autoimunidade detectável. O tratamento é o mesmo do DM1A: insulinoterapia obrigatória.
Análise crítica das alternativas incorretas:
- A) MODY: Monogenic diabetes of the young costuma manter peptídeo C normal/baixo, mas não tão baixo. Além disso, é raro e há tipicamente história familiar positiva e diagnóstico antes dos 25 anos, com preservação da secreção de insulina na maioria dos subtipos.
- B) Tipo 1A: É autoimune, exige positividade de autoanticorpos (GAD, IA2, ICA, etc.), o que não ocorre no caso. Pegadinha aqui: muitos alunos associam todo DM1 a autoimunidade, mas há a formaidiopática (1B).
- D) Tipo 2: A DM2 raramente cursa com peptídeo C tão reduzido nos primeiros anos da doença. Predomina resistência insulínica, não insuficiência absoluta. O início da DM2 em adultos jovens é possível, mas não se encaixa no perfil laboratorial exposto.
- E) LADA: Refere-se ao diabetes autoimune latente do adulto, possui autoanticorpos positivos e evolução lenta para insulinopenia. Aqui, novamente, os autoanticorpos são negativos.
Estratégia para provas: Foque nas pistas dos exames laboratoriais e na definição das entidades clínicas ao ler alternativas. Palavras-chave, como “negativo”, valores de corte dos exames (0,6 ng/mL) e tempo de evolução são fundamentais.
Referências essenciais: Diretrizes SBD 2024 (Tabela R3) e PCDT MS Diabetes Tipo 1 (Introdução). Também citadas por referências como Harrison’s – Principles of Internal Medicine e UpToDate.
Resumo final: Paciente jovem, DM de longa data, autoanticorpos negativos e peptídeo C muito baixo: diagnóstico é DM tipo 1B.
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Se o peptídeo C randômico estiver < 0,6 ng/ml, no paciente com cinco anos ou mais de duração do DM, a classificação deverá ser DM tipo 1B. Caso o peptídeo C esteja > 0,6 ng/ml, DM2 ou diabetes monogênico devem ser considerados.
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