Assinale a alternativa correta quanto ao tratamento da disl...
Gabarito comentado
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Tema central: Tratamento da dislipidemia em idosos (acima de 75 anos). A questão avalia o conhecimento sobre as particularidades da abordagem terapêutica da hipercolesterolemia nesse grupo etário, especialmente quanto aos benefícios, riscos e evidências que norteiam a prática clínica considerando diretrizes e estudos recentes.
Justificativa da alternativa correta (D):
Assinala-se como correta a alternativa D – “O tratamento da dislipidemia naqueles com mais de 75 anos tem sido pouco estudado, mas parece ter importância na diminuição na morte por doença cardio e cerebrovascular.”
Conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose – 2017/2025, após os 75 anos o tratamento deve ser individualizado: “As doses dos hipolipemiantes devem ser ajustadas de acordo com fragilidade, comorbidades, expectativa de vida e polifarmácia.” Os ensaios clínicos incluem pouco pacientes nessa faixa etária, mas meta-análise do CTT mostrou redução significativa (16%) do risco de eventos vasculares com estatinas em idosos acima de 75 anos.
Portanto, é correto afirmar que existem evidências de benefício, mesmo que limitadas, justificando a abordagem cuidadosa e personalizada, sempre considerando perfil clínico do paciente idoso.
Análise das alternativas incorretas:
A) Incorreta: Os benefícios do tratamento da dislipidemia em idosos são mais evidentes em eventos cardiovasculares (como infarto agudo do miocárdio). Benefício para doença cerebrovascular existe, porém é menor ou menos consistente.
B) Incorreta: Não há evidências de maior benefício do tratamento em mulheres idosas comparado aos homens. Os estudos apontam benefício semelhante para ambos os sexos.
C) Incorreta: O benefício não aumenta com a idade. Na verdade, há tendência de diminuição relativa do benefício e aumento de potenciais riscos (interações, efeitos adversos, fragilidade).
E) Incorreta: Não é recomendada associação de estatinas com pressão arterial exageradamente elevada (>145 mmHg). Não há evidência clara de benefício isolado desse contexto, nem diferenciação relevante entre redução de doença isquêmica ou hemorrágica assim como descrito.
Dica de prova: Atenção a afirmações amplas (“benefício maior em um sexo”, “aumenta com a idade”) e associações não comprovadas! Busque respaldo em diretrizes e evidências modernas.
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