Assinale a alternativa correta quanto ao tratamento do diab...
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Tema central: A questão aborda o manejo do diabetes mellitus em idosos com declínio cognitivo, destacando o risco de hipoglicemia nesta população e a escolha adequada de insulinas, especialmente os análogos de longa ação.
Justificativa da alternativa correta (C):
Em idosos com demência, o controle do diabetes exige cautela devido à maior vulnerabilidade às hipoglicemias, já que muitos não percebem seus sintomas ou não conseguem comunicar o episódio. Análogos de insulina de longa ação (como glargina, degludeca ou detemir) apresentam menor risco de hipoglicemia em comparação com insulinas humanas NPH. Isso ocorre porque seu perfil farmacocinético permite liberação mais estável e previsível da insulina por até 24-42h, reduzindo variações glicêmicas e, assim, os episódios de hipoglicemia, especialmente à noite ou durante períodos de jejum.
Segundo a Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes (2024): “Em idosos com fragilidade, história prévia de hipoglicemia, ou declínio cognitivo, recomenda-se priorizar opções terapêuticas que minimizem o risco de hipoglicemia grave, como os análogos de insulina de ação prolongada.”
Análise das alternativas incorretas:
A) Errada. O controle rigoroso da glicemia não previne o declínio cognitivo em idosos; na verdade, pode aumentar o risco de hipoglicemias, situação indesejada em pacientes idosos e frágeis.
B) Errada. Idosos com déficit cognitivo raramente percebem ou reconhecem sintomas de hipoglicemia, justamente por sua limitação na percepção e comunicação.
D) Errada. Embora insulinas de curta ação realmente aumentem risco de hipoglicemia, o uso de análogos não é absolutamente contraindicado. O ponto principal é individualizar e evitar múltiplas aplicações em quem tem dificuldade de manejo.
E) Errada. Insulina humana NPH não é formalmente contraindicada nessas situações, mas precisa de atenção quanto a sua absorção variável – razão pela qual os análogos de longa ação são preferíveis.
Estratégia para prova: Atenção a termos como diminuem o risco e a identificação de situações clínicas onde a segurança do tratamento é prioritária. Pegadinha comum: considerar que idosos toleram estratégias terapêuticas iguais às de adultos jovens; isso incorre em erro!
Resumo: Os análogos de insulina de longa ação são a escolha mais segura para idosos com demência e diabetes, por reduzirem significativamente o risco de hipoglicemia, conforme diretrizes nacionais e evidências recentes.
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