Paciente do sexo masculino, de 45 anos, com histórico de li...

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Q4194313 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 45 anos, com histórico de litíase renal recorrente, apresenta um quadro de cálculo de 1,5 cm impactado em junção ureteropiélica direita. É proposta ureterolitotripsia para fragmentação e retirada do cálculo. Durante o procedimento, ocorre perfuração do ureter médio de grandes dimensões. É realizada pielografia, com grande extravasamento do contraste.
Qual é a primeira opção de conduta apropriada para essa complicação?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Perfuração ureteral iatrogênica extensa reconhecida intraoperatoriamente durante ureteroscopia deve levar à interrupção do procedimento e, se tecnicamente possível, à passagem de stent ureteral para drenagem e alinhamento do ureter; por isso, a alternativa C é a primeira conduta apropriada.

Tema central: Perfuração ureteral intraoperatória
Análise das alternativas
A
Errada
Erra por omitir a medida inicial preferencial. Nefrostomia pode ser alternativa de drenagem quando a passagem retrógrada do stent não é possível, mas não é a primeira opção universal em perfuração ureteral reconhecida durante ureteroscopia. O critério decisivo é priorizar stent ureteral interno se factível.
B
Errada
Está incorreta porque muda a via de tratamento do cálculo sem tratar a prioridade imediata, que é a lesão ureteral. Após perfuração extensa com extravasamento, a prioridade deixa de ser fragmentar ou retirar o cálculo e passa a ser interromper a manipulação e drenar/proteger o ureter.
C
Certa
A alternativa C descreve a conduta inicial recomendada no cenário de lesão ureteral endoscópica reconhecida no ato: parar a manipulação e tentar passar stent ureteral. O stent favorece drenagem urinária interna, reduz o extravasamento e auxilia a cicatrização. Como a questão pergunta a primeira medida após a perfuração, o ponto decisivo é interromper a agressão mecânica e desviar a urina, e não insistir na litotripsia nem partir diretamente para reparo cirúrgico.
D
Errada
Indica reparo cirúrgico de emergência precocemente. Grande extravasamento reforça a gravidade da perfuração e a necessidade de interromper o ato, mas a decisão deve considerar se a drenagem endoscópica com stent é tecnicamente possível, pois ela é a medida inicial preferencial quando factível. Reparo cirúrgico fica para falha da drenagem endoscópica ou lesão não manejável conservadoramente.
E
Errada
O erro é prosseguir com retirada de fragmentos após perfuração extensa. Persistir com ureteroscópio, basket ou laser em ureter já perfurado aumenta extensão da lesão, extravasamento e risco de sequelas. O stent até é coerente como drenagem, mas deve ser colocado após interrupção imediata do procedimento, não depois de concluir a litotripsia.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre gravidade do extravasamento e indicação automática de cirurgia imediata, além de testar se o candidato percebe que a pergunta é sobre a primeira conduta após a complicação, não sobre o tratamento definitivo do cálculo residual.
Dica para questões semelhantes
  • Em lesão ureteral reconhecida durante ureteroscopia, pense primeiro em parar a manipulação e derivar a urina.
  • Se o stent ureteral puder ser passado, ele é a medida inicial preferencial antes de nefrostomia isolada.
  • Não aceite alternativas que proponham continuar litotripsia ou retirada de fragmentos após perfuração extensa.
  • Extravasamento importante aumenta a urgência de drenagem, mas isoladamente não impõe reparo cirúrgico imediato.

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