Paciente do sexo feminino, de 70 anos, tabagista, foi subme...

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Q4194299 Medicina
Paciente do sexo feminino, de 70 anos, tabagista, foi submetida a RTU de bexiga por lesão vesical única de 2 cm em parede lateral esquerda. O exame anatomopatológico revelou tratar-se de neoplasia urotelial pT1 de alto grau cis+.
Diante do exposto, qual é o próximo passo correto no tratamento dessa paciente? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em tumor vesical pT1 de alto grau com CIS associado após RTU inicial, as diretrizes AUA/SUO 2024 e EAU 2026 indicam re-RTU em curto prazo, porque há alta chance de doença residual e subestadiamento; por isso, o gabarito correto é D.

Tema central: Re-RTU no T1 alto
Análise das alternativas
A
Errada
BCG intravesical por seis semanas é compatível com tratamento adjuvante de doença de alto risco, mas está em sequência errada. Em T1 de alto grau com CIS, a diretriz exige re-RTU antes da terapia intravesical definitiva, porque ainda é necessário confirmar profundidade de invasão, presença de muscular própria e eventual doença residual ou upstaging.
B
Errada
Cistoscopia de controle e citologia em 3 meses pertencem ao seguimento do NMIBC, mas não substituem o reestadiamento obrigatório do T1 alto grau. Fazer apenas seguimento endoscópico nesse momento deixaria sem correção o risco conhecido de tumor residual e subestadiamento após a RTU inicial.
C
Errada
Cistectomia parcial sem linfadenectomia não é tratamento padrão para carcinoma urotelial vesical T1 alto grau com CIS. O erro médico aqui é ignorar a biologia frequentemente multifocal do carcinoma urotelial e o significado do CIS, que tornam inadequada uma abordagem segmentar local como conduta padrão nesse contexto.
D
Certa
A alternativa D está correta porque pT1 significa invasão da lâmina própria sem invasão muscular, e a associação com alto grau e CIS coloca o caso em alto risco. Nesse cenário, a re-RTU do leito tumoral, incluindo muscular própria, é a etapa imediata indicada para reestadiamento adequado, pesquisa de doença residual e exclusão de invasão muscular não reconhecida na primeira ressecção. Esse é o ponto decisivo das diretrizes citadas na base; o BCG é apropriado depois dessa reavaliação, não no lugar dela.
E
Errada
Gemcitabina intravesical após 3 meses não corresponde à sequência terapêutica padrão deste cenário. Para T1 alto grau com CIS, a estratégia sustentada pela base é re-RTU em curto prazo e, após reavaliação adequada, BCG intravesical; portanto, a alternativa erra tanto o agente proposto quanto o momento da intervenção.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre reconhecer que T1 alto grau com CIS é candidato a BCG e saber a ordem correta da conduta: primeiro re-RTU, depois terapia intravesical. O tamanho pequeno e o caráter único da lesão podem induzir falsa impressão de menor risco, mas não anulam a indicação de re-RTU.
Dica para questões semelhantes
  • Em tumor vesical pT1, pense primeiro em necessidade de re-RTU antes de escolher terapia adjuvante.
  • Alto grau e CIS associado aumentam risco de doença residual, progressão e subestadiamento; isso muda a sequência da conduta.
  • BCG pode estar indicado no alto risco, mas não substitui a reavaliação inicial quando a lesão é T1.
  • Cistoscopia em 3 meses é seguimento; não use essa etapa para pular o reestadiamento obrigatório do T1.

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