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Q1826345 Medicina
Feminina, 32 anos, é atendida ambulatorialmente com relato de cefaleia hemicraniana à direita, há vários anos, pulsátil, associada a mal-estar e fotofobia. O quadro ocorre pelo menos uma vez por semana, associado a fotofobia, sem aura e com duração de 2 a 3 horas. Refere que a mãe possui diagnóstico de “enxaqueca”. Com base no quadro clínico descrito, pode-se afirmar corretamente que se trata de um quadro de
Alternativas

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Comentário da Questão – Tema Central:

O caso clínico descreve uma migrânea (enxaqueca) sem aura, que é um transtorno neurológico comum, caracterizado por cefaleia hemicraniana, pulsátil, acompanhada de fotofobia e mal-estar, com possível associação familiar. O diagnóstico fundamenta-se nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias (ICHD-3), fundamentais para concursos.

Justificativa da Alternativa Correta (B):

A alternativa B está correta porque identifica o quadro como migrânea sem aura e menciona corretamente que há hereditariedade em 60-70% dos parentes próximos, componente bem documentado pelas diretrizes e literatura científica. A predisposição genética, com possível envolvimento do braço curto do cromossomo 19, é especialmente relevante na migrânea hemiplégica familiar, porém, a migrânea sem aura compartilha fatores de risco hereditários importantes (ICHD-3, UpToDate, Harrison’s Principles of Internal Medicine).

Segundo a ICHD-3, migrânea sem aura é definida por:

  • Cefaleia unilateral, pulsátil, moderada a intensa;
  • Duração 4-72h;
  • Associação com sintomas como fotofobia/fonofobia;
  • Melhora espontânea ou não explicada por outro diagnóstico.

Análise das Alternativas Incorretas:

A: "Fenômeno alastrante de Marques" não existe; o termo correto é "depressão alastrante de Leão", fenômeno associado à migrânea com aura e não há vasodilatação cerebral difusa inicial.

C: Migrânea não decorre de processo desmielinizante; sua origem está na ativação do sistema trigêmino-vascular, alterações neurovasculares e inflamação neurogênica.

D: A migrânea com aura pode ter mutação no cromossomo 19, não 23. Não há relação direta com braço longo do cromossomo 23 para esse quadro.

E: Descreve mecanismos fisiopatológicos não reconhecidos para migrânea, e a participação dos neurotransmissores citados não justifica a migrânea sem aura.

Dicas de Prova:

Leia atentamente termos como "clássica" (com aura) e "sem aura". Atenção para associações clínicas e genéticas citadas em alternativas. Fique atento a nomes e fisiopatologias não reconhecidos na literatura!

Segundo a ICHD-3: “Migrânea sem aura é o tipo mais frequente, caracterizando-se por dor unilateral, pulsátil, de intensidade moderada a forte, podendo durar de 4 a 72 horas, acompanhada de sintomas neurovegetativos e sensoriais, e fortemente relacionada à predisposição genética familiar.”

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Comentários

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O quadro clínico descrito caracteriza um caso de migrânea sem aura, o que é indicado pela presença de cefaleia hemicraniana pulsátil associada a mal-estar e fotofobia. Além disso, a hereditariedade também é mencionada, o que é comum nesse tipo de cefaleia, afetando 60-70% dos parentes próximos e podendo estar relacionada ao braço curto do cromossomo 19. Portanto, a resposta correta é a alternativa B. As outras opções não estão de acordo com as características clínicas apresentadas pelo paciente. É importante destacar que a enxaqueca é uma das causas mais comuns de cefaleia e pode ser dividida em migrânea com ou sem aura, além de outras subtipos.

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