Baseando-se nas recomendações da National Comprehensive Can...

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Q4192622 Medicina
Analise o quadro clínico a seguir para responder à questão:

Homem de 62 anos, tabagista de 40 maços-ano, refere a ingesta diária de uma a duas doses de bebida destilada há quarenta anos. Queixa-se de disfonia progressiva há cinco meses, que evoluiu com odinofagia leve e perda de 5% de seu peso ponderal. À videofaringolaringoscopia, observa-se lesão infiltrativa envolvendo a prega vocal direita, extensão para a comissura anterior e comprometimento da prega vocal esquerda, cuja mobilidade encontra-se preservada. A mobilidade da aritenoide direita está acometida. A tomografia computadorizada de pescoço evidencia a presença de uma lesão transglótica, sem invasão do espaço pré-epiglótico, com extensão subglótica de 2 mm, sem invasão de cartilagens e sem evidências de acometimento linfonodal. Status performance: ECOG 1 e prova de função pulmonar preservada.
Baseando-se nas recomendações da National Comprehensive Cancer Network (NCCN), assinale a alternativa que apresenta a condução correta do seguimento oncológico no decorrer dos primeiros meses pós-terapia do paciente, considerando-se uma resposta terapêutica imediata bem-sucedida.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O caso é de seguimento pós-terapia curativa de câncer de cabeça e pescoço, em que a NCCN prioriza vigilância clínica/endoscópica frequente no primeiro ano, PET-CT na janela adequada após o tratamento e monitorização de TSH após possível radioterapia cervical; entre as alternativas, apenas a letra E reúne esses elementos de forma globalmente compatível com a diretriz.

Tema central: Seguimento pós-terapia de câncer de laringe
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque espaça demais o seguimento inicial, ao sugerir exame físico e videolaringoscopia apenas semestralmente a partir de 6 meses, quando a NCCN recomenda reavaliações mais próximas no primeiro ano. Também erra ao colocar PET-CT somente após um ano, fora da janela adequada para avaliação de resposta, e inclui RM de tórax, que não faz parte da rotina padrão nesse cenário.
B
Errada
Embora o exame físico a cada 3 meses seja compatível com a vigilância inicial, a alternativa perde adequação ao propor videofaringolaringoscopia e EDA em 4 meses e depois só semestralmente, o que fica menos fiel ao acompanhamento mais frequente exigido no primeiro ano. Além disso, TC semestral de face, pescoço e abdome não integra o seguimento padrão da NCCN para paciente assintomático com carcinoma laríngeo.
C
Errada
Está incorreta porque propõe PET-CT em 3 semanas após o término do tratamento, prazo excessivamente precoce para avaliação confiável de resposta, com risco de captação inflamatória e falso-positivo. Também extrapola ao sugerir TC de face e pescoço imediatamente e depois a cada 4 meses, algo que não corresponde à rotina descrita na base.
D
Errada
Está errada porque, após uma avaliação inicial em 2 semanas, passa a propor exame físico e videofaringolaringoscopia apenas a cada 6 meses, o que é insuficiente para o primeiro ano de seguimento. Além disso, inclui EDA seriada e imagem de pescoço, tórax e abdome de forma ampla e sem sustentação como rotina universal da NCCN para esse cenário.
E
Certa
A alternativa E é a que melhor reproduz o seguimento recomendado pela NCCN para câncer de cabeça e pescoço tratado com intenção curativa. O primeiro ano exige exame físico e videofaringolaringoscopia em intervalos curtos, compatíveis com reavaliação frequente; o PET-CT em 3 meses está na janela apropriada para avaliação de resposta pós-tratamento, evitando falso-positivo inflamatório de exames muito precoces; a imagem anatômica de pescoço por TC ou RM aparece em momento precoce de seguimento, o que pode ser útil quando indicada para avaliação basal pós-terapia em doença avançada ou anatomia de difícil avaliação; e a dosagem de TSH em 6 e 12 meses é compatível com a vigilância de hipotireoidismo após radioterapia cervical. Apesar de o segundo PET-CT em 9 meses e a repetição programada de TC/RM em 9 meses poderem ser mais intensivos do que a formulação mínima clássica, a alternativa é a que melhor contempla os pilares da diretriz.
Pegadinha da questão
A banca misturou itens plausíveis com erros de cronograma: PET-CT precoce demais, seguimento clínico semestral já no primeiro ano e inclusão de EDA ou imagem de abdome/tórax como rotina. O ponto-chave era reconhecer a vigilância precoce frequente, o PET-CT em torno de 3 meses e o TSH após radioterapia cervical.
Dica para questões semelhantes
  • No primeiro ano pós-tratamento de câncer de cabeça e pescoço, desconfie de alternativas com seguimento semestral como rotina.
  • PET-CT para resposta costuma aparecer em torno de 3–6 meses; se vier em poucas semanas, geralmente está precoce demais.
  • TSH em 6–12 meses após radioterapia cervical é um marcador clássico de seguimento.
  • Não aceite como rotina EDA seriada ou imagem de abdome/tórax em paciente assintomático com câncer de laringe.

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