Mulher de 38 anos, hígida, não tabagista, jornalista televis...

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Q4192614 Medicina
Mulher de 38 anos, hígida, não tabagista, jornalista televisiva e dependente da imagem para o trabalho, tem diagnóstico de carcinoma epidermoide invasivo em borda lateral de língua oral, com 0,8 cm no maior diâmetro, 0,5 cm de invasão e sem evidências de doença metastática linfonodal cervical à tomografia computadorizada.
Com base nesse quadro, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Carcinoma epidermoide de cavidade oral inicial, ressecável, com profundidade de invasão de 5 mm: isso favorece tratamento cirúrgico do primário e manejo eletivo do pescoço cN0, pois a DOI aumenta o risco de metástase oculta cervical. A alternativa correta é a que contempla ressecção da língua com abordagem do pescoço clinicamente negativo.

Tema central: Carcinoma inicial de língua oral
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque propõe radioquimioterapia com cisplatina como terapia de escolha em um tumor pequeno, invasivo e ressecável de língua oral. Em cavidade oral inicial, o padrão é tratamento cirúrgico do primário.
B
Certa
A alternativa B está correta porque propõe glossectomia parcial para tratar o tumor primário pequeno e, para o pescoço cN0, inclui uma estratégia aceita em tumores iniciais de cavidade oral: a pesquisa de linfonodo sentinela, alternativa ao esvaziamento cervical seletivo em centros com expertise. O caso não favorece tratamento exclusivo com radioterapia, pois se trata de lesão ressecável de língua oral, e a profundidade de invasão de 5 mm reforça a necessidade de abordagem eletiva do pescoço.
C
Errada
Está errada por três motivos médicos concretos: em língua oral inicial ressecável não se prioriza radioterapia exclusiva como padrão; chamar a lesão de 'superficial' entra em conflito com profundidade de invasão de 5 mm; e a dose de 40 Gy é insuficiente como tratamento radical definitivo de carcinoma epidermoide invasivo de cavidade oral.
D
Errada
Está errada porque ausência de tabagismo e menor idade não autorizam reduzir o tratamento oncológico de um carcinoma invasivo de cavidade oral. A definição terapêutica depende de critérios anatomo-oncológicos, especialmente sítio, ressecabilidade, profundidade de invasão e status cervical.
E
Errada
Está errada porque HPV não é requisito para estadiamento de cavidade oral pela AJCC 8ª edição. Esse raciocínio é aplicado a cenários específicos de orofaringe, não à língua oral.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: tratar língua oral como se fosse orofaringe relacionada a HPV e supor que, por o tumor ser pequeno e a paciente valorizar imagem/função, a radioterapia substituiria a cirurgia. O dado que desmonta isso é a profundidade de invasão de 5 mm.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina o sítio anatômico: cavidade oral e orofaringe não seguem o mesmo raciocínio para HPV, estadiamento e escolha terapêutica.
  • Em língua oral inicial, tamanho pequeno não basta; verifique sempre a profundidade de invasão, porque a partir de cerca de 4 mm o pescoço cN0 deixa de ser trivial.
  • Para cavidade oral inicial ressecável, a referência mental deve ser cirurgia do primário; radioquimioterapia não é a escolha padrão só por preocupação estética ou funcional.

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