Em ambas [as manufaturas têxteis e do ferro] a colônia conta...
O alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos. [...]
(Caio Prado Júnior, Formação do Brasil contemporâneo, p. 230.)
Para Caio Prado Júnior, “o alarma do vice-rei não caiu em surdos ouvidos” porque
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Alternativa correta: "B"
Caio Prado Júnior aponta que, mesmo com a existência de matéria-prima e mercado local, a Coroa portuguesa via com preocupação o crescimento de manufaturas autônomas na colônia, pois isso ameaçava o pacto colonial, baseado na dependência econômica da colônia em relação à metrópole.
A resposta B refere-se ao Alvará de 5 de janeiro de 1785, editado por ordem da rainha D. Maria I, que proibia a existência de manufaturas na colônia brasileira, com exceção das que produziam panos grossos de algodão para uso de escravos e para sacaria, produtos de baixo valor agregado e sem concorrência com os tecidos finos europeus.
Esse alvará é o exemplo direto da resposta da Coroa ao “alarme” do vice-rei, ou seja, da decisão de reprimir o desenvolvimento autônomo da produção manufatureira no Brasil, como Caio Prado aponta.
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