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Q4192550 História
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A presença insignificante de escravos legítimos não im pediu que os contornos ideológicos da escravidão indígena em São Paulo ganhassem corpo ao longo do século 17. De fato, a introdução de milhares de índios demandou a criação de uma estrutura institucional que ordenasse as relações en tre senhores e escravos. Apesar da legislação contrária ao trabalho forçado dos povos nativos, os paulistas consegui ram contornar os obstáculos jurídicos e moldar um arranjo institucional que permitiu a manutenção e a reprodução de relações escravistas.
(John M. Monteiro, Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. Adaptado)

Tal arranjo institucional, segundo a obra referenciada, significou que os
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A chave era identificar o mecanismo institucional específico citado na obra de Monteiro: a administração particular dos índios pelos colonos.

Tema central: escravidão indígena paulista
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca o arranjo institucional para a intermediação das missões jesuítas. A base aponta o controle privado dos colonos por meio da administração particular dos índios.
B
Errada
Está errada porque fala em permissão expressa das autoridades coloniais para utilização servil de indígenas catequizados. A base indica que havia obstáculos jurídicos a serem contornados, e não uma autorização legal direta.
C
Errada
Está errada porque redefine o problema em termos de produção agroexportadora e de acordos pontuais com governadores. Esses elementos não correspondem ao mecanismo institucional específico cobrado.
D
Certa
A alternativa D está correta porque corresponde ao mecanismo institucional identificado por John M. Monteiro para São Paulo no século XVII: os colonos apareciam como administradores particulares dos índios, e esse expediente lhes garantia controle efetivo sobre a pessoa e os bens dos indígenas. O ponto decisivo é que não se tratava de autorização aberta para escravizar, mas de uma forma jurídico-institucional de preservar, na prática, relações escravistas apesar da legislação contrária.
E
Errada
Está errada porque atribui o arranjo a leis locais da Câmara Municipal que autorizariam explicitamente a exploração do trabalho indígena. A base indica um artifício institucional privado, não uma legalização municipal clara.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tomar arranjo institucional como autorização legal expressa ou mediação formal, quando o ponto correto era a administração particular que encobria a prática escravista.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado fala em contornar restrições legais, procure um mecanismo prático de burla institucional, não uma autorização formal explícita.
  • Em questões baseadas em obra historiográfica, a resposta certa costuma reproduzir o conceito específico do autor, e não apenas um contexto colonial plausível.
  • Se aparecer a palavra administração nesse tema, verifique se ela funciona como tutela aparente com controle material efetivo, e não como proteção real.

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Comentários

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gabarito: d

Comentário: Em São Paulo, os colonos contornaram a legislação que proibia a escravização indígena ao assumir a condição de administradores particulares dos índios. Na prática, esse mecanismo lhes garantia amplo controle sobre os indígenas, mantendo relações de trabalho escravista sob uma aparência de legalidade.

Resumo: Administração particular dos índios = fraude à proibição da escravidão + controle dos colonos = letra D.

CFOPMBA

O espírito do Senhor está sobre mim.

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