Nas fraturas, luxações posteriores do quadril, qual o tipo c...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda a classificação de Pipkin, utilizada para categorizar as fraturas da cabeça femoral que ocorrem, geralmente, em associação às luxações posteriores do quadril. O entendimento desta classificação é essencial para o manejo clínico e cirúrgico adequado, pois influencia diretamente o prognóstico e a escolha terapêutica.
Justificativa da alternativa correta (C – Tipo III): A classificação de Pipkin, reconhecida na prática ortopédica (vide literatura clássica, como Campbell’s Orthopaedics, 14ª edição), divide as fraturas da cabeça femoral em quatro tipos:
- Tipo I: Fratura abaixo da fóvea central da cabeça femoral.
- Tipo II: Fratura acima da fóvea central.
- Tipo III: Fratura da cabeça femoral associada à fratura do colo femoral, sem fratura do acetábulo associada.
- Tipo IV: Fratura da cabeça femoral associada à fratura do acetábulo.
Portanto, a resposta correta é a alternativa C (III), pois representa especificamente a associação entre a fratura da cabeça e do colo femoral, sem envolvimento do acetábulo.
Análise das alternativas incorretas:
- A) I: Errada, pois descreve apenas fraturas inferiores à fóvea, sem envolvimento do colo femoral.
- B) II: Incorreta, refere-se a fraturas superiores à fóvea central, sem fraturas do colo ou acetábulo.
- D) IV: Incorreta, pois este tipo contempla fraturas da cabeça femoral associadas à fratura do acetábulo, que não é a situação descrita na questão.
Pontos-chave para interpretação e pegadinhas:
Cuidado com a confusão entre “colo femoral” e “acetábulo”: o Tipo III não engloba lesão acetabular; já a presença de fratura do acetábulo é exclusiva do Tipo IV. Esses detalhes são frequentemente explorados em provas para induzir ao erro.
Evidências e recomendações:
A análise correta segue a padronização internacional da classificação (UpToDate, Campbell’s), sendo fundamental distinguir os tipos para condução cirúrgica e entendimento do risco de complicações, como necrose avascular. “A fratura de Pipkin tipo III apresenta maior instabilidade, devendo ser tratada como emergência ortopédica.”
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