A fratura do odontóide que ocorre na junção do processo odon...
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Tema central: A questão explora classificação de fratura do processo odontóide (dens do axis/C2) segundo Anderson e D'Alonzo – um tema clássico em Ortopedia para concursos e prática clínica. O conhecimento dessa classificação é fundamental para o diagnóstico, conduta e prognóstico das fraturas cervicais altas.
Alternativa correta: B) II
Justificativa: A fratura do tipo II de Anderson e D'Alonzo ocorre na junção do processo odontóide com o corpo da vértebra C2. É caracterizada por maior risco de instabilidade e pseudoartrose, devido ao suprimento vascular precário nessa área. Segundo o Projeto Diretrizes da AMB (seção “Fraturas do Processo Odontóide”): “As fraturas do tipo II ocorrem na transição entre o processo odontóide e o corpo do axis (...). Sua taxa de consolidação com o tratamento conservador não é tão favorável, e índices de pseudo-artroses podem variar de 30% a 100%.”
Essa fratura exige atenção especial: a falha no tratamento conservador é frequente, principalmente em idosos ou quando há desvio fragmentar. O tratamento é frequentemente cirúrgico, com fixação anterior do odontóide.
Análise das alternativas incorretas:
A) I – Incorreta. O tipo I é apical, ocorre no topo do odontóide (ponta), representa avulsão óssea pelo ligamento alar, e geralmente é estável.
C) III – Incorreta. O tipo III envolve o corpo do axis abaixo da base do odontóide. Tem melhor vascularização, é mais estável e com melhor prognóstico.
D) IV – Incorreta. Não existe tipo IV na classificação original de Anderson e D’Alonzo.
Estratégia de prova: Atenção à descrição anatômica no enunciado; a “junção do processo odontóide com o corpo de C2” é indicação clara do tipo II. Pegadinhas frequentes envolvem confundir tipo II com III.
Dica clínica: O diagnóstico se baseia na radiografia lateral e tomografia da coluna cervical, essenciais para avaliar o traço e instabilidade. O tempo para diagnóstico influencia o prognóstico pela taxa de pseudoartrose.
Resumo rápido da classificação:
Tipo I: Ponta do odontóide (avulsão, estável)
Tipo II: Base do odontóide/junção com C2 (instável, maior risco de não consolidação)
Tipo III: Corpo do axis (mais estável, bom prognóstico)
Lembre-se: Segundo a AMB: “A classificação de Anderson e D’Alonzo é simples, reproduzível e pode antever o prognóstico.” (Projeto Diretrizes, seção Fraturas do Processo Odontóide).
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