A causa mais comum de dor no quadril e de claudicação não tr...

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Q3036689 Medicina
A causa mais comum de dor no quadril e de claudicação não traumática na infância é a
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Tema central: A questão aborda a principal causa de dor no quadril e claudicação não traumática em crianças, um tópico fundamental para a prática ortopédica pediátrica.

Alternativa Correta: D) Sinovite transitória

A sinovite transitória do quadril é a etiologia mais frequente de dor no quadril e claudicação não traumática entre crianças, especialmente dos 3 aos 10 anos, com predomínio em meninos. Trata-se de um processo inflamatório benigno e autolimitado, geralmente associado a infecção viral respiratória prévia, levando a irritação sinovial e acúmulo de líquido articular.

Quadro clínico: dor aguda no quadril, claudicação, limitação de movimentos e, eventualmente, febre baixa (em até 30% dos casos). O estado geral é preservado, sendo rara a gravidade sistêmica.

Segundo o Boletim da Sociedade de Pediatria de São Paulo: “Idade: 3 a 10 anos, Gênero: principalmente meninos. Início com dor aguda, intensa ou claudicação. Febre em 30% dos casos. História prévia de infecção respiratória aguda (50%). Estado geral bom.”

Análise das alternativas incorretas:

  • Artrite séptica: trata-se de emergência médica, com febre alta, dor intensa, limitação articular acentuada e sinais sistêmicos marcantes. Exames laboratoriais mostram elevados marcadores inflamatórios. Não é a causa mais comum, e sim a mais grave.
  • Osteonecrose (Doença de Legg-Calvé-Perthes): Acomete crianças maiores, evolução subaguda/crônica, sem o quadro agudo típico da sinovite. Incidência bem menor.
  • Febre reumática: Caracterizada por quadro poliarticular migratório, atinge mais joelhos e tornozelos e é menos prevalente que sinovite transitória como causa de dor no quadril isolada.

Pegadinha importante: O examinador pode tentar confundir pelo quadro de limitação de movimento ou menção à febre (só em 30% dos casos na sinovite transitória). Grave: artrite séptica é mais grave, mas não a mais comum!

Diagnóstico: é clínico, podendo usar ultrassonografia para evidenciar líquido articular. Marcadores inflamatórios discretamente elevados ou normais. Clínico geral bom diferencia da artrite séptica.

Tratamento: sintomático, com repouso e AINEs; resolução espontânea em até duas semanas, como citado em trabalhos indexados no UpToDate e obras como Ortopedia Básica (Netter).

Resumo final: A sinovite transitória é a principal hipótese, diagnóstico diferencial fundamental em ortopedia pediátrica!

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