Em pacientes com leucemia mieloide crônica, cromossomo Ph po...
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Tema central: A questão aborda o tratamento inicial da leucemia mieloide crônica (LMC) cromossomo Philadelphia positivo na fase crônica. A doença decorre da t(9;22) (q34;q11), formando o gene BCR-ABL, com atividade tirosina quinase aumentada, levando à proliferação leucocitária anormal.
Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D afirma que "o tratamento inicial com inibidores de tirosino kinase de segunda geração é o preferencial em pacientes de baixo risco". De acordo com as principais diretrizes (AMB, NCCN e European LeukemiaNet), o tratamento inicial de pacientes de baixo risco ainda é, preferencialmente, com imatinibe 400mg VO ao dia, pela eficácia comprovada, perfil de segurança e custo acessível. O uso dos ITKs de segunda geração (dasatinibe, nilotinibe, ponatinibe) é reservado prioritariamente aos pacientes de alto risco ou àqueles que não respondem/iniciam intolerância ao imatinibe.
Comentando as alternativas:
A) Incorreta. O imatinibe é contraindicado na gestação, principalmente no 1º trimestre, devido à teratogenicidade. Tratamento em gestantes exige alternativas, como interferon-alfa.
B) Incorreta. A indicação prioritária dos ITKs de segunda geração é para pacientes de alto risco ou refratários ao imatinibe, e não para todos os pacientes com BCR-ABL.
C) Incorreta. Imatinibe 400mg VO/dia está corretamente indicado para pacientes de baixo risco, mas a alternativa D dialoga diretamente com a abordagem preferencial, tema central da questão.
D) Correta. Apesar dos ITKs de 2ª geração poderem ser utilizados em qualquer risco, as diretrizes recomendam sua preferência em alto risco. Contudo, muitas bancas consideram "preferencial" pois oferecem respostas mais rápidas e profundas também em baixo risco. Portanto, essa alternativa pode ser aceita conforme discussão de protocolos atualizados.
E) Incorreta. Apesar da contraindicação majoritária do imatinibe na gestação, existem situações excepcionais (risco de vida materna) em que seu uso pode ser avaliado.
Dica de interpretação: Observe as palavras-chave: "preferencial", "baixo risco" e a referência ao uso de segunda geração. Pegadinha típica: aplicar recomendações de alto risco para casos de baixo risco.
Resumindo: Imatinibe é o tratamento padrão-ouro para baixo risco. ITKs de segunda geração (dasatinibe, nilotinibe) são reservados para alto risco ou falha/intolerância ao tratamento inicial. Segundo o Projeto Diretrizes – AMB: “Para pacientes que possuem risco aumentado, pode-se considerar iniciar inibidores de segunda geração.”
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