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Q937337 Medicina

Paciente do sexo feminino, 10 anos, sabidamente portadora de trombofilia, é levada ao serviço de emergência com quadro de hematêmese. Ao exame físico, apresenta fígado de tamanho normal e esplenomegalia (baço a 4cm do rebordo costal esquerdo).


Qual a principal suspeita diagnóstica diante desse quadro clínico?

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Tema central: Esta questão aborda hipertensão portal não cirrótica em pediatria. O foco está nas causas de sangramento digestivo alto (hematêmese) e esplenomegalia em uma criança com trombofilia. Reconhecer o mecanismo de base trombótica é essencial ao raciocínio clínico cirúrgico.

Justificativa para a alternativa correta (B):
A trombose de veia porta (TVP) é, em crianças, uma das principais causas de hipertensão portal, especialmente nos casos que possuem fator predisponente, como as trombofilias. Conforme a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH) e as diretrizes da American Society of Hematology, “A TVP associa-se comumente à hemorragia digestiva e esplenomegalia, predominando fígado de tamanho e textura normais.” Observar a ausência de hepatomegalia e a associação com sangramento digestivo são pistas centrais para a resposta.

Análise crítica das alternativas incorretas:

A) Cirrose hepática: Embora cause hipertensão portal e sangramento, raramente ocorre em crianças sem doença hepática de base; geralmente há hepatomegalia ou sinais de insuficiência hepática. O caso não menciona alterações hepáticas desta natureza.

C) Síndrome de Budd-Chiari: Consiste na obstrução das veias hepáticas, caracterizando-se por hepatomegalia dolorosa, ascite e eventualmente aumento de enzimas hepáticas. Fígado normal e ausência de ascite tornam este diagnóstico improvável.

D) Hepatopatia esquistossomótica: Relacionada a áreas endêmicas e história epidemiológica compatível, além de fibrose hepática. Não há referência à exposição ou sinais hepáticos no enunciado, tornando esta opção pouco provável.

Estratégia de prova: Em quadros de sangramento digestivo em crianças, busque no enunciado fatores trombóticos, esplenomegalia sem hepatomegalia e ausência de sinais de doença hepática crônica. São indícios robustos de TVP.

Referências práticas:
Segundo o artigo “Hipertensão Portal em Crianças: Diagnóstico e Manejo” (RMMG) e as Diretrizes Clínicas Revisadas da SBTH: “A esplenomegalia isolada, associada à história de trombofilia, remete fortemente à hipótese de trombose de veia porta.”

Resumo final: O quadro clínico e os fatores de risco tornam a Trombose de veia porta o diagnóstico mais indicado. Atenção para detalhes clínicos diferenciais é vital para acertar questões de concursos!

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Comentários

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Diante do quadro clínico apresentado, a principal suspeita diagnóstica é a trombose de veia porta, como indicado na alternativa B. A presença de trombofilia aumenta a predisposição para a formação de trombos, e a hematêmese pode ser um sinal de que há uma obstrução no sistema venoso gastrointestinal. A esplenomegalia pode ser um sinal de hipertensão portal, que pode ocorrer como consequência da trombose de veia porta. A cirrose hepática, a síndrome de Budd-Chiari e a hepatopatia esquistossomótica também podem causar hipertensão portal, mas não são as principais suspeitas diante desse quadro clínico.

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