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Q679583 Medicina
Mulher com lúpus eritematoso sistêmico há 1 mês apresenta edema dos membros inferiores e urina espumosa. Realizou exames laboratoriais que evidenciaram Hb 10,2 g/dl, hcto 31%, leucócitos 10.200/mm3 (diferencial normal), plaquetas 120.000/mm3 , uréia 42 mg/dl, creatinina 0,9 mg/dl, sumário de urina: proteinúria 4+, sem hematúria ou leucocitúria, proteinúria de 24 horas= 4,5g. Com relação à nefrite lúpica da paciente, qual o tipo mais provável?
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Tema central da questão: A questão aborda nefrite lúpica em paciente com Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), focando na identificação da classe mais provável diante do quadro clínico e laboratorial típico de síndrome nefrótica.

Análise do quadro clínico: Paciente feminina, com LES há 1 mês, apresenta edema de membros inferiores e urina espumosa. Exames mostram proteinúria maciça (4,5 g/24h; 4+ na urina) e função renal preservada (creatinina 0,9 mg/dL). Não há hematúria ou leucocitúria. Esses dados caracterizam uma síndrome nefrótica pura, típica da nefrite lúpica classe V (membranosa).

Justificativa para a alternativa correta (D):

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia e o Manual de Nefrologia do Ministério da Saúde (seção “Nefrite lúpica”), a classe V (membranosa) apresenta:

  • Proteinúria marcante (>3,5g/24h), com ou sem edema
  • Ausência de hematúria/alterações urinárias significativas
  • Função renal inicial preservada

Esses critérios condizem com o caso descrito.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Classe I (lesão mínima): Geralmente assintomática e sem alterações laboratoriais importantes; ausente proteinúria maciça.
  • B) Classe II (proliferação mesangial): Pode apresentar hematúria, proteinúria leve ou microalbuminúria, mas não gera síndrome nefrótica.
  • C) Classe IV (proliferação difusa): É a forma mais comum, mas geralmente causa hematúria, diminuição da função renal, além de proteinúria; pode cursar também com hipertensão arterial.

Dica de prova: Atenção aos detalhes da síndrome nefrótica! Quando o quadro clínico for de proteinúria maciça, edema e função renal preservada, pense sempre em formas membranosas (classe V), sobretudo em mulher jovem com LES. Pegadinha comum: confundir classe IV (proliferativa difusa), mais grave, porém associada a hematúria e piora renal, o que não está presente neste caso.

Diretriz importante:
Segundo o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde, "a presença de síndrome nefrótica isolada sugere fortemente classe V de nefrite lúpica" (p. 143).

Resumo final: A alternativa D) Classe V (membranosa) é a correta, pois melhor explica o quadro clínico e laboratorial apresentado.

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A paciente apresenta sintomas de nefrite lúpica, que é uma complicação comum em pessoas com lúpus eritematoso sistêmico. A proteinúria de 24 horas e a presença de edema sugerem que a paciente pode ter uma forma grave de nefrite lúpica. A opção D (Classe V - membranosa) é a mais provável, pois é caracterizada por depósitos de imunocomplexos na membrana basal do glomérulo renal, o que leva à proteinúria e à formação de edema. As outras opções não são prováveis, pois a opção A (Classe I - lesão mínima) é uma forma leve e geralmente não causa sintomas, a opção B (Classe II - proliferação mesangial) é moderada e raramente causa sintomas graves, e a opção C (Classe IV - proliferação difusa) é grave, mas geralmente apresenta hematúria e pressão arterial elevada, o que não é o caso da paciente em questão.

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