Paciente masculino, branco, 65 anos, hipertensão arterial es...
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Tema central: A questão aborda doença renal crônica (DRC) secundária a hipertensão arterial sistêmica (HAS) de longa data, enfatizando a necessidade de diferenciar etiologias prováveis a partir de dados clínicos, laboratoriais e de imagem.
Justificativa para a Alternativa Correta (C – Nefroesclerose hipertensiva):
O paciente apresenta HAS há 8 anos, progressão de dificuldade no controle pressórico (hipertensão resistente), creatinina persistentemente elevada (2 mg/dL) e exames de imagem com rim assimétrico, porém sem alterações urológicas obstrutivas. O exame de urina normal e a ausência de proteinúria significativa reforçam o diagnóstico.
Segundo as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial – 2020 (Cap. 1), “A nefroesclerose hipertensiva é a causa mais comum de doença renal progressiva em adultos hipertensos.” A evolução é insidiosa, frequentemente assintomática, e associada à hipertrofia discreta dos rins, redução lenta da função renal e ausência de achados sedimentares marcantes.
Análise das Alternativas Incorretas:
A) Nefropatia obstrutiva: O ultrassom não mostra hidronefrose, a próstata apresenta tamanho regular (35g) e resíduo pós-miccional pequeno (30ml), excluindo obstrução significativa.
B) Glomerulonefrite rapidamente progressiva: O paciente não relata oligúria, síndrome nefrítica/nefrótica recente, nem hematúria. O exame de urina desviado seria esperado nesta patologia.
D) Doença vascular da artéria renal: Apesar de hipertensão resistente e assimetria renal sugerirem essa hipótese, haveria maior suspeita se houvesse início súbito da HAS, sopro abdominal ou perda renal acelerada (flash pulmonary edema). Aqui faltam esses indícios fortes. Além disso, a evolução é mais compatível com nefroesclerose do que com estenose arterial renal.
Estratégia para concursos: Quando a questão citar HAS crônica, lesão renal insidiosa, ausência de proteinúria importante e exames de imagem sem alterações obstrutivas, pense em nefroesclerose hipertensiva. Atenção para possíveis pegadinhas associando “rim assimétrico” exclusivamente a causas vasculares.
Resumo: O quadro clínico e laboratorial sugere fortemente nefroesclerose hipertensiva como a etiologia da DRC pelo histórico de HAS crônica mal controlada, alteração lenta da função renal e ausência de achados urinários relevantes. Para revisar, veja os capítulos sobre doença renal hipertensiva no Harrison’s Principles of Internal Medicine e as diretrizes nacionais.
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