A redução da nefrotoxicidade com o uso de cisplatina pode se...
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Tema central: A questão aborda a prevenção da nefrotoxicidade induzida pela cisplatina, um quimioterápico amplamente utilizado no tratamento de neoplasias sólidas. O grande desafio no uso da cisplatina é seu potencial de lesão tubular renal, que pode comprometer a função renal aguda e cronicamente. Por isso, conhecer as estratégias protetoras é fundamental na prática clínica.
Alternativa correta: B) Tiossulfato de sódio
Justificativa técnica: O tiossulfato de sódio atua como um agente quelante, neutralizando metabólitos tóxicos da cisplatina, especialmente nos rins. Segundo o Guia Farmacêutico do Hospital Sírio-Libanês: “Profilaxia de nefrotoxicidade por cisplatina: 9g/m² EV direto, depois 12g/m², infusão EV por 6 horas.” Estudos como o de Saito et al. demonstram que o tiossulfato de sódio reduz significativamente a toxicidade da cisplatina em órgãos sensíveis, via ligação química ao composto tóxico, tornando-o inativo e facilitando sua excreção.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Ciclosporina A: Este é um imunossupressor com reconhecida nefrotoxicidade, não apenas não protege os rins como pode aumentar o risco de lesão tubular, contraindicado nesse contexto.
C) Ibuprofeno: Anti-inflamatório não esteroidal (AINE) que reduz a perfusão renal por inibição da síntese de prostaglandinas, podendo intensificar a toxicidade da cisplatina. Está absolutamente contraindicado como medida protetora renal em pacientes oncológicos em quimioterapia nefrotóxica. Possível pegadinha: pode ser confundido devido à função anti-inflamatória, mas não tem papel na prevenção de lesão renal medicamentosa.
D) Inibidor da ECA: Apesar de serem protetores em algumas nefropatias crônicas, nesse contexto agudo podem causar redução da hemodinâmica glomerular e precipitar ou agravar insuficiência renal aguda quando associados à cisplatina, sendo contraindicado como agente protetor nesta situação.
Estratégia de prova: Sempre atente para agentes cuja toxicidade renal já é conhecida e desconfie de alternativas que envolvam medicamentos nefrotóxicos ou que alterem a perfusão renal. Uma palavra-chave a destacar é “profilaxia”, direcionando à prevenção ativa e específica do mecanismo de toxicidade.
Em resumo: Tiossulfato de sódio é a alternativa correta por seu mecanismo de neutralização e eliminação dos produtos tóxicos da cisplatina, como evidenciado por protocolos hospitalares e literatura científica referencial.
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