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Q3035798 Medicina
Associe as colunas, relacionando o Anion Gap esperado, com a respectiva causa da acidose metabólica. Considere que mais de uma acidose metabólica pode ser associar ao mesmo Anion Gap.
Anion Gap (1) Anion Gap normal (hiperclorêmica) (2) Anion Gap aumentado (normoclorêmica)
Causa da acidose metabólica ( ) Diarreia. ( ) Cetoacidose diabética. ( ) Acidose tubular renal. ( ) Intoxicação por salicilato.

A sequência correta dessa associação é:
Alternativas

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Tema central: Esta questão avalia a associação correta entre causas de acidose metabólica e o tipo de ânion gap, essencial para diagnosticar e conduzir rapidamente pacientes em diferentes situações clínicas.

Conceito-chave: O ânion gap é calculado por: AG = Na+ - (Cl- + HCO3-). Varia entre 8-10 mEq/L (algumas diretrizes aceitam até 12).

De acordo com o PCDT de Crises Hiperglicêmicas Agudas do Ministério da Saúde, “anion gap: [Na+ - (Cl- + HCO3-)]: normal = 8-10 mEq/L”.

As acidoses metabólicas são divididas em dois grandes grupos:

  • Anion gap normal (hiperclorêmica): Ocorre perda de bicarbonato, compensada por aumento de cloro, mantendo AG normal (ex: diarreia, acidose tubular renal).
  • Anion gap aumentado: Excesso de ácidos não medidos no sangue aumenta o AG (ex: cetoacidose diabética, intoxicação por salicilato).

Associação correta:

  • Diarreia: perda intestinal de HCO3 → AG normal (1).
  • Cetoacidose diabética: acúmulo de corpos cetônicos → AG aumentado (2).
  • Acidose tubular renal: falha renal em excretar ácido/bicarbonato → AG normal (1).
  • Intoxicação por salicilato: produção de ácidos orgânicos → AG aumentado (2).

Portanto, a alternativa correta é: C) (1); (2); (1); (2)

Análise das alternativas incorretas:

  • A) Confunde diarreia e acidose tubular renal (estas são AG normal, não aumentado).
  • B) Atribui erroneamente AG aumentado para acidose tubular renal.
  • D) Troca AG normal/aumentado para cetoacidose e acidose tubular renal.

Pegadinha: Uma dificuldade frequente nas provas é a troca entre acidose tubular renal e cetoacidose diabética, pois ambas cursam com acidose, mas só a última, junto de intoxicação por salicilatos, aumenta o ânion gap.

Resumo clínico: Reconhecer rapidamente o perfil do ânion gap permite suspeitar da causa base, acelerar o raciocínio diagnóstico, evitar condutas inadequadas e priorizar o atendimento inicial correto.

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