Poema de circunstância ...

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Q819525 Português

Poema de circunstância

Onde estão os meus verdes?

Os meus azuis?

O Arranha‐Céu comeu!

E ainda falam nos mastodontes,

nos brontossauros, nos tiranossauros

Que mais sei eu...

Os verdadeiros monstros, os Papões,

são eles os arranha‐céus!

Daqui

Do fundo

Das suas goelas,

Só vemos o céu, estreitamente, através de suas

empinadas gargantas ressecadas

Para que lhes serviu beberem tanta luz?!

Defronte

À janela onde trabalho

Há uma grande árvore...

Mas já estão gestando um monstro de permeio!

Sim, uma grande árvore... Enquanto há verde,

Pastai, pastai, olhos meus...

Uma grande árvore muito verde... Ah,

Todos os meus olhares são de adeus

Como o último olhar de um condenado!

(Mario Quintana. In: Literatura comentada. São Paulo: Nova Cultural, 1990.)


Uma paráfrase possível para o verso “Para que lhes serviu beberem tanta luz?!” está indicada em:

Alternativas

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Tema central: Interpretação de texto e regência verbal. A questão exige compreender o sentido do verso e identificar como reescrevê-lo mantendo sua intenção de questionar a finalidade da ação descrita (“beberem tanta luz”).

No poema de Mario Quintana, o eu lírico critica a verticalização das cidades: “beberem tanta luz” refere-se a como os arranha-céus absorvem o espaço, a luz e o verde do ambiente, limitando a percepção da natureza. A pergunta “Para que lhes serviu beberem tanta luz?!” expressa uma dúvida quanto ao sentido/principal efeito desse ato, questionando a utilidade ou finalidade da ação.

Alternativa correta – D): “Para que serviu a eles beberem tanta luz?!”

Justificativa:
A alternativa D reflete fielmente o questionamento do poema, ou seja, expressa a interrogação quanto à finalidade (“para que”) do fato dos arranha-céus terem “bebido” tanta luz. Segundo a norma-padrão, nas palavras de Bechara e Cunha & Cintra, a regência do verbo “servir” no sentido de “ter utilidade” exige preposição ‘a’ e, em perguntas diretas, a construção “serviu a eles” está correta e clara para o contexto.

Análise das alternativas incorretas:

  • A) “Para isto lhes serviu beberem-na?!”
    • Erro de referência: “beberem-na” (o pronome “na”) não se refere corretamente a “luz”, que deve permanecer expresso no contexto.
    • Sentido equivocado: Reduz a pergunta à finalidade (“para isto”), alterando o questionamento feito pelo autor.
  • B) “Por que serviu-lhes beberem tanta luz?!”
    • Causa x Finalidade: “Por que” questiona causa, não finalidade.
    • Colocação pronominal inadequada: Em interrogação direta, prioriza-se ênclise, e o pronome deveria vir depois do verbo.
  • C) “Porque, beberem tanta luz, serviu-lhes?!”
    • Construção incoerente: Ordem inversa e uso de “porque” desfiguram o sentido da pergunta.

Dica para concursos: Em perguntas sobre paráfrase, atente para os conectivos (“para que”, “por que”, “porque”), pois mudam o sentido!

Resumo: A alternativa D é a correta pois respeita o contexto, a regência e o sentido original do texto.

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Os verbos transitivos diretos têm como complemento as formas o, a, os, as, e os transitivos indiretos que regem a preposição [a] e [para] requerem as formas lhe ou lhes. Portanto, lhe e lhes são formas próprias do objeto indireto. Substituem a ele, a eles, a você, a vocês:

●   Eu não lhe obedeço (a você).

●   Eu devo dizer-lhe a verdade (a você)

●   Pedi-lhe (a ele, a você) que saísse.

●   Nada lhes agrada (a eles, a vocês).

●   O filho obedecia-lhe (a ela) em tudo.

●   Quero lhes (a eles, a vocês) dizer umas verdades.

●   Vou lhes (a eles, a vocês) fazer uma proposta.

No caso de dúvida, complemente o verbo com as preposições [a] ou [para], se for possível, o [lhe] estará certo, caso contrário, deverá ser substituído por [o] ou [a]:

●   Eu encontro para você ainda hoje. (não é possível)

●   Eu encontro a você ainda hoje. (não é possível)

●   Eu a encontro ainda hoje. (correto)

●   Eu o encontro ainda hoje. (correto)

rapaz

Sim, eu estive aqui

guarde meu nome

rumo a aprovação

Gabarito Letra D

O que é paráfrase?

A paráfrase é um tipo de intertextualidade que consiste na citação de um texto de forma indireta. Nessa perspectiva, aquele que se apropria do discurso alheio mantém a ideia principal do discurso original. Paráfrase é dizer a mesma coisa que outro disse, mas com outras palavras

Fonte:Google.

Errei de bobeira

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