O parto pré-termo é um problema de saúde pública e represent...
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Tema central: O foco da questão é a prevenção do parto pré-termo, importante causa de morbimortalidade neonatal. O objetivo é testar o conhecimento sobre rastreamento e conduta eficaz para redução desse desfecho adverso.
Justificativa da alternativa correta (C): A ultrassonografia transvaginal entre 20ª e 24ª semana é o método padrão ouro para avaliação do comprimento cervical. A gestante com colo ≤ 25 mm nesta idade gestacional apresenta maior risco para parto pré-termo, sendo indicada a progesterona vaginal 200 mg/dia até 36 semanas. Essa conduta é respaldada pelo Manual de Gestação de Alto Risco do Ministério da Saúde, que afirma: “A mensuração do colo uterino por US transvaginal entre 20-24 semanas é fundamental para rastrear risco de parto prematuro, especialmente quando ≤ 25 mm.” Além disso, diretrizes como da SBUS e da SBMFC reforçam esse protocolo. Diversos ensaios clínicos mostraram que a progesterona vaginal reduz significativamente a incidência de parto prematuro em mulheres com colo curto, melhorando desfechos neonatais.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ressonância magnética não é indicada para rastreio do colo uterino, é cara e sem aplicabilidade prática. A progesterona oral não é de escolha e sua eficácia é inferior à vaginal.
B) O exame deve ser transvaginal, não abdominal; o rastreamento ideal é entre 20-24 semanas e a isoxsuprina não faz parte do manejo preventivo (desatualizado e sem comprovação de benefício).
D) Toques vaginais seriados aumentam risco de infecção e não previnem parto prematuro. Repouso absoluto e corticoterapia antes do diagnóstico de ameaça de prematuridade não são práticas recomendadas.
E) Marcadores séricos de corioamnionite não são preconizados para prevenção do parto pré-termo, e antibioticoterapia profilática sem indicação é inadequada e pode gerar resistência bacteriana.
Orientações para provas: Atenção a termos como transvaginal (padrão ouro) e cortes de comprimento cervical. Exclua alternativas com terapêuticas obsoletas (isoxsuprina), exames caros/desnecessários (RMN), ou condutas não baseadas em evidências (repouso e toques).
Resumo: O manejo correto do risco de parto pré-termo inclui o rastreamento universal via USG transvaginal e a progesterona vaginal para colo curto, de acordo com protocolos atualizados (Ministério da Saúde e sociedades científicas). Isso foi amplamente evidenciado em revisões sistemáticas e grandes ensaios clínicos (UpToDate, Cochrane).
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