Clinicamente, o polidrâmnio é o acentuado excesso de líquido...

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Q1827313 Medicina
Clinicamente, o polidrâmnio é o acentuado excesso de líquido amniótico, reconhecido ao exame físico com útero grande para a idade gestacional (altura uterina) e, atualmente, diagnosticado pela ultrassonografia quando há bolsão de líquido amniótico com diâmetro vertical > 8 cm. É conhecida a relação entre a polidramnia e as anomalias congênitas fetais, presentes em cerca de 60% dos casos e, dentre as mais comuns, estão:
Alternativas

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Tema central: O polidrâmnio é o excesso anormal de líquido amniótico, geralmente identificado por altura uterina aumentada para a idade gestacional e confirmado por ultrassom (bolsão maior que 8 cm). Entender sua fisiopatologia é essencial, pois está associado a complicações gestacionais e anomalias fetais.

Justificativa da alternativa correta (A): Anencefalia, defeitos do tubo neural e atresia de esôfago são anomalias que classicamente causam polidrâmnio. Em todas essas condições, ocorre prejuízo da deglutição fetal do líquido amniótico, levando ao seu acúmulo. A anencefalia é caracterizada por ausência de partes do encéfalo e crânio, afetando severamente a coordenação neuromuscular e a deglutição. Defeitos do tubo neural, como a espinha bífida, podem igualmente comprometê-la. Já a atresia de esôfago impede que o líquido amniótico siga seu curso habitual, acumulando-se no saco amniótico. Como está destacado no site do Ministério da Saúde: “Os defeitos de tubo neural incluem a anencefalia” e estão frequentemente associados ao polidrâmnio.

Análise das alternativas incorretas:

B) Obstruções urinárias fetais levam geralmente a oligodrâmnio, pois a produção urinária reduzida diminui o volume de líquido amniótico, não ao seu aumento.

C) Anomalias renais graves (agenesia renal, displasia, rim policístico) também resultam principalmente em oligodrâmnio, pois a urina fetal é majoritária no líquido amniótico após 20 semanas. Assim, nessa alternativa há um erro fisiopatológico.

D) Alterações cromossômicas (trissomias etc.) podem estar relacionadas a polidrâmnio de modo muito menos frequente. Não são, porém, as associações mais prevalentes e diretas, conforme cobrado pela questão.

E) Alterações cromossômicas diversas (translocações, monossomias etc.) não possuem relação causal direta e majoritária com polidrâmnio.

Ponto-chave: Sempre identifique quais anomalias impedem o feto de engolir o líquido amniótico. O raciocínio clínico se concentra em alterações do trato digestório superior e sistema nervoso central, não em malformações urinárias ou alterações genéticas inespecíficas.

Dica de prova: Se a questão trouxer como alternativa atresia de esôfago ou anencefalia associada a polidrâmnio, desconfie que seja a correta, pois são causas clássicas.

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A resposta correta é a alternativa A: anencefalia, defeitos do tubo neural e atresia de esôfago. Polidrâmnio é uma condição médica na qual há excesso de líquido amniótico durante a gestação. A ultrassonografia é a forma mais comum e precisa de diagnosticar o polidrâmnio. Cerca de 60% dos casos de polidrâmnio estão relacionados com anomalias congênitas fetais. As anomalias mais comuns incluem anencefalia, defeitos do tubo neural e atresia de esôfago. É importante reconhecer a presença de polidrâmnio em gestações, pois isso pode indicar a presença de uma anomalia congênita fetal que precisa ser acompanhada e tratada.

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