Mulher de 32 anos, que já tem dois filhos vivos, apresentou ...
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Tema central: O tema trata do manejo medicamentoso da gestação ectópica com metotrexato (MTX), enfatizando critérios de seguimento e conduta diante de resposta inadequada ao tratamento.
Justificativa da alternativa correta – B:
A paciente apresentou redução insuficiente dos níveis de β-hCG (menos de 15% entre o 4º e o 7º dia após MTX). De 4.300 para 3.870 mU/mL representa aproximadamente 10%. Segundo o Manual de Gestação de Alto Risco (Ministério da Saúde, seção 4.4.3.3), quando a redução é inferior a 15%, recomenda-se nova dose de metotrexato (50 mg/m² IM) e acompanhamento com hCG-β seriado 4 a 7 dias depois.
Este protocolo visa maximizar as chances de resolução da gestação ectópica sem recorrer à cirurgia, desde que não haja sinais de instabilidade clínica ou ruptura. Evidências também sustentam que o uso repetido do MTX é seguro e eficaz em boa parte dos casos, preservando fertilidade futura (UpToDate; Manual MS, p. 261).
Análise das alternativas incorretas:
A) Laparotomia diagnóstica com salpingectomia – Conduta invasiva e desnecessária em paciente estável, sem sinais de ruptura ou comprometimento hemodinâmico. A cirurgia é reservada para falha medicamentosa ou emergência clínica.
C) Videolaparoscopia com salpingectomia – Também não indicada neste contexto conforme protocolos atuais, dado que a paciente está estável e ainda responde ao tratamento conservador.
D) Salpingostomia linear – Indicação restrita a situações de desejo reprodutivo e impossibilidade de tratamento clínico, ou na falha de múltiplas doses de MTX. Não é primeira escolha diante da resposta parcial ao MTX.
E) Histeroscopia cirúrgica – Totalmente inadequada para o acesso à tuba uterina e para tratamento de gravidez ectópica tubária, segundo as diretrizes nacionais e internacionais.
Pontos-chave para provas:
– Fique atento às porcentagens de redução do β-hCG esperadas após uso de MTX.
– Observe estabilidade clínica e ausência de sinais de ruptura antes de descartar o tratamento conservador.
– Questões frequentemente exploram “pegadinhas” forçando a cirurgia quando não há indicação real. O conhecimento dos protocolos nacionais (MS) e internacionais (ACOG, UpToDate) é diferencial.
Resumo: Diante de redução inferior a 15% dos níveis de β-hCG após MTX, a conduta recomendada é nova dose de metotrexato e seguimento. Cirurgia só se indica em falha terapêutica ou emergência clínica.
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