Pensando na prevenção da patologia maligna de ovário (cânce...
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Tema central: O foco da questão está nas estratégias de prevenção do câncer de ovário, um dos tumores ginecológicos mais letais, em razão do diagnóstico frequentemente tardio. É fundamental conhecer quais intervenções realmente reduzem risco nesta neoplasia, diferenciando medidas preventivas eficazes de condutas sem comprovação científica.
Alternativa Correta: A
Justificativa: Evidências recentes mostram que o carcinoma seroso de alto grau de ovário geralmente se origina nas tubas uterinas. Por isso, a salpingectomia redutora de risco (remoção profilática das tubas) está recomendada para mulheres com prole constituída, aproveitando procedimentos abdominais ou pélvicos indicados por outros motivos. Essa conduta é citada em diretrizes e revisões importantes como medida preventiva segura e baseada em evidência (Diretrizes Clínicas, Ministério da Saúde, p. 51). Assim, ela reduz, mesmo em mulheres sem alto risco genético, a incidência do câncer de ovário ao eliminar o local de origem do tumor.
Análise das Alternativas Incorretas:
B) Equívoco: O toque vaginal e avaliação de anexos NÃO têm sensibilidade nem impacto na detecção precoce do câncer de ovário nem na sobrevida, pois este tumor costuma ser assintomático nos estágios iniciais.
C) Errado: CA-125 e CEA não são indicados para rastreamento populacional, pois não apresentam boa sensibilidade/especificidade, gerando falso-positivos e atrasos diagnósticos. Servem para seguimento, não prevenção ou rastreio.
D) Incorreto: Ultrassonografia transvaginal periódica não demonstrou redução da mortalidade por câncer de ovário em grandes estudos randomizados e, portanto, não é recomendada para rastreamento.
E) Falso: Ressonância magnética pélvica anual não tem indicação nem estudos que provem redução do risco de morte por câncer de ovário na população geral.
Estratégia de prova: Atenção a pegadinhas: métodos de rastreamento pouco efetivos costumam ser citados em provas. Busque sempre respaldo nas diretrizes nacionais e internacionais, que atualmente NÃO recomendam rastreamento populacional para o câncer de ovário, exceto em grupos de alto risco (ex: BRCA1/2).
Fontes: UpToDate, Diretrizes Clínicas do Ministério da Saúde (2012), Williams Ginecologia, 3ª Ed.
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