Uma mulher de 31 anos apresentou, no resultado de uma citol...
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Tema central: A questão exige o reconhecimento dos achados colposcópicos anormais de Grau 2 (maior), de acordo com a classificação da Nova Nomenclatura Colposcópica de 2011, essenciais na avaliação de lesões intraepiteliais cervicais de alto grau, com destaque para a identificação da Neoplasia Intraepitelial Cervical (NIC) II e III.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E menciona o sinal da borda interna (lesão dentro de lesão) e o sinal da crista, ambos considerados achados colposcópicos de Grau 2 (maior). Esses sinais são altamente sugestivos de lesões de alto grau (NIC 2 e NIC 3), refletindo maior densidade e irregularidade epitelial detectáveis após aplicação de ácido acético. Sua presença indica maior risco de lesão pré-maligna, justificando investigação histológica mais rigorosa, conforme recomenda a Nova Nomenclatura Colposcópica do Rio de Janeiro (2011), página 18: “Os sinais da margem interna e da crista devem ser valorizados por sua alta associação com lesões de alto grau.”
Análise das alternativas incorretas:
- A) Indica mosaico e pontilhado tênue-regular, típicos de Grau 1 (menor) e associados a lesões de baixo grau, não sendo marcadores de alto risco.
- B) Aponta achados como lesão exofítica, superfície irregular e vasos frágeis, mais compatíveis com lesões invasivas ou avançadas, não especificamente Grau 2 conforme as diretrizes.
- C) O termo “leucoplasia” (queratose) e erosão são achados inespecíficos, podendo ocorrer em outro contexto e não caracterizam Grau 2.
- D) Necrose, ulceração e neoplasia aparente sugerem doença invasiva franca, além do escopo de lesão intraepitelial de alto grau (NIC), fugindo à classificação colposcópica exigida.
Pontos-chave e estratégias de prova:
Fique atento: O termo “maior” (Grau 2) sempre remete aos achados mais densos, grosseiros ou com sinais topográficos distintos (exemplo: crista, margem interna), enquanto “menor” (Grau 1) aponta para achados sutis e de menor risco. Pegadinhas comuns envolvem confundir presença de mosaico/pontilhado tênue (Grau 1) com sinais específicos de Grau 2.
Resumo orientador: Reconhecer e classificar corretamente os achados colposcópicos é crucial para conduta adequada frente às lesões de alto grau, contribuindo efetivamente para a prevenção do câncer cervical, como destacou o Ministério da Saúde nas recomendações nacionais (2023).
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