Uma criança de 12 anos deu entrada no serviço de emergência ...
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Tema central: O caso aborda um quadro agudo e grave de púrpura fulminans, manifestação clássica da doença meningocócica em crianças, caracterizada por lesões purpúricas que não somem com a pressão (diascopia negativa) e rápida piora clínica – sinais típicos de choque séptico e coagulação intravascular disseminada.
Justificativa da alternativa correta (E):
O quadro descrito (febre aguda, lesões purpúricas violáceas, leucocitose com desvio à esquerda e queda do estado geral) é altamente sugestivo de meningococcemia fulminante. As diretrizes do Ministério da Saúde orientam início iminente e empírico de ceftriaxone parenteral, associado a internação hospitalar em regime de urgência (Guia de Vigilância em Saúde, p. 672).
O tratamento precoce reduz drasticamente a mortalidade. Segundo o UpToDate, “A administração de antibióticos parenterais nas primeiras horas é decisiva para o prognóstico”. A ceftriaxona cobre Neisseria meningitidis e deve ser mantida até confirmação etiológica.
Análise das alternativas incorretas:
A) Dengue hemorrágica: Embora possa cursar com manifestações hemorrágicas, as lesões da dengue vocês esmaecem à diascopia e não evoluem tão rapidamente com choque e má perfusão.
B) Púrpura fulminans, aciclovir: O aciclovir é específico para herpesvírus, inaplicável aqui.
C) Sinusite bacteriana: Não provoca lesões purpúricas ou instabilidade clínica grave como no caso.
D) Púrpura fulminans, sulfametoxazol-trimetoprim: Este antibiótico não é a primeira escolha para meningococcemia e nem deve ser usado em casos graves, pela menor eficácia e início mais lento de ação.
Estratégia de interpretação: Atente-se para progressão rápida do quadro, purpura não esmaecente e instabilidade clínica - juntos sinalizam apresentação fulminante, que exige antibiótico venoso de amplo espectro de ação contra Neisseria.
Referências:
• Ministério da Saúde, Guia de Vigilância em Saúde, 3ª ed., p. 672.
• UpToDate; Sabatine “Medicina Interna”, 2ª ed., p. 812.
• SBP – Doenças infecciosas: abordagem das emergências pediátricas.
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