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Q4156999 Medicina
Menino,12 anos de idade, filho de pai com diagnóstico de tuberculose pulmonar bacilífera, em tratamento há 2 meses, foi avaliado por ser contato domiciliar: não apresentava sintomas, a radiografia de tórax foi normal e a dosagem sanguínea de interferon gama (IGRAs) negativa. Após 2 meses da avaliação, foi diagnosticado com pneumonia em segmento do lobo superior direito. Foi medicado com amoxicilina e reavaliado para tuberculose: baciloscopia de escarro negativa e PPD = 22 mm.
De acordo com o quadro apresentado, deve ser medicado com
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Contato domiciliar de alto risco com caso bacilífero, seguido de PPD fortemente reator após teste inicial negativo e novo acometimento pulmonar em lobo superior, afasta apenas infecção latente e sustenta tuberculose doença provável; nessa situação, a rotina de manejo da tuberculose na criança e no adolescente indica esquema completo para doença ativa, o que conduz à alternativa A (RHZE).

Tema central: TB ativa na infância
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a correta porque é a única que oferece poliquimioterapia compatível com tuberculose pulmonar ativa. O caso deixou de ser de infecção latente quando apareceu lesão pulmonar nova em contato domiciliar de alto risco, com conversão imunológica tardia expressa por PPD de 22 mm. Nesse cenário, a baciloscopia negativa não exclui tuberculose, já que a doença pediátrica pode ser paucibacilar. Pela rotina/diretriz de manejo citada na base, havendo quadro clínico-radiológico compatível, o tratamento deve ser o esquema básico para doença ativa, com múltiplas drogas, justamente para evitar subtratamento e seleção de resistência.
B
Errada
Rifampicina isolada é esquema de tratamento de infecção latente em situações específicas, após exclusão de doença ativa. Aqui essa exclusão não existe: houve aparecimento de acometimento pulmonar em lobo superior e PPD fortemente positivo em contato recente com fonte bacilífera. Usar monoterapia nesse contexto configura subtratamento de tuberculose ativa provável.
C
Errada
Isoniazida isolada também pertence ao manejo de infecção latente, não ao de tuberculose pulmonar ativa. O erro desta alternativa é ignorar o critério decisivo da questão: ILTB exige ausência de sinais clínicos e radiológicos de doença, condição que deixou de existir quando surgiu a lesão pulmonar.
D
Errada
Isoniazida associada à rifampicina é esquema reduzido usado para ILTB em diretrizes específicas, sempre depois de excluir doença ativa. Neste caso, a nova alteração pulmonar em contexto epidemiológico fortíssimo desloca a conduta para tratamento de tuberculose doença. Baciloscopia negativa não autoriza reduzir o esquema, porque não afasta TB na infância.
E
Errada
A base da questão direciona ao esquema básico completo para tuberculose ativa, isto é, RHZE. Portanto, RHZ sem etambutol não corresponde à conduta padronizada exigida aqui. A confusão possível é lembrar esquemas antigos ou simplificados, mas a resolução depende da diretriz/rotina atual de manejo pediátrico mencionada na base.
Pegadinha da questão
A banca mistura dados que favorecem ILTB na avaliação inicial com dados posteriores que mudam a classificação para doença ativa. O erro esperado é fixar no IGRA inicial negativo ou no PPD positivo como se ele significasse apenas infecção latente, ignorando que a nova lesão pulmonar em contato de alto risco exige tratar como tuberculose doença.
Dica para questões semelhantes
  • Em contato recente com caso bacilífero, teste imunológico inicial negativo não exclui infecção por causa da janela imunológica; reavaliação pode mostrar conversão.
  • Antes de escolher esquema para ILTB, confirme ausência de doença ativa clínica e radiológica; se surgiu acometimento pulmonar, a lógica terapêutica muda.
  • Em criança ou adolescente, baciloscopia negativa não afasta tuberculose pulmonar; o diagnóstico pode ser clínico-radiológico-epidemiológico.
  • Quando a questão opõe monoterapia/esquema curto versus poliquimioterapia, o ponto decisivo é definir se o caso é infecção latente ou tuberculose ativa.

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