Menina, 4 anos de idade, apresenta febre medida em 38 a 38,...

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Q4156998 Medicina
Menina, 4 anos de idade, apresenta febre medida em 38 a 38,9 ºC, há 4 dias. É medicada com dipirona 3 a 4 vezes ao dia. Queixa de cefaleia e dor nos membros. Hoje aceitou um pouco de leite e vomitou, não evacuou e urinou em pouca quantidade. A mãe notou manchas vermelhas em face e tórax.
No exame físico, está prostrada, consciente, hidratada, anictérica, peso =20 kg, FC=119 bpm, FR=36 mrm, TEC=3 seg, PA 72/60 mmHg, na área onde foi posicionado o manguito surgiram petéquias. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, fígado palpável a 3 cm do RCD, baço e linfonodos não palpáveis.
Com hipótese de dengue em fase crítica, de acordo com a descrição do quadro, a classificação, o(s) exame(s) obrigatório(s), além da coleta para confirmação do diagnóstico, e a conduta indicada, são, respectivamente:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Pelo protocolo do Ministério da Saúde para dengue, sinais de alarme na fase crítica classificam a criança como Grupo C, com exames obrigatórios hemograma completo, albumina sérica e transaminases, e conduta de SF 0,9% 10 mL/kg na primeira hora com internação por no mínimo 48 horas.

Tema central: Dengue fase crítica
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque classifica como Grupo B e propõe apenas hidratação oral. Isso conflita com os sinais de alarme e de hipoperfusão descritos: prostração, vômito, oligúria, TEC de 3 segundos, hepatomegalia e PA baixa. Esses achados afastam manejo ambulatorial dos grupos A/B e exigem hidratação venosa e internação do Grupo C.
B
Errada
Errada porque, embora mencione internação, mantém a paciente no Grupo B e com esquema de hidratação oral, o que subtrata o quadro. No Grupo C, a reposição inicial indicada é venosa. Prova do laço positiva ou petéquias não definem sozinhas o grupo; a classificação final deve seguir o achado de maior gravidade, e aqui há sinais de alarme.
C
Errada
Errada porque acerta o Grupo C, mas erra dois pontos protocolares decisivos. Primeiro, os exames obrigatórios do Grupo C não são essa bateria ampliada; pela diretriz, são hemograma completo, albumina sérica e transaminases. Segundo, a expansão inicial de 20 mL/kg é mais compatível com esquema de ressuscitação de maior gravidade, não com o manejo padronizado do Grupo C, que é 10 mL/kg na primeira hora. Além disso, 24 horas de observação é inferior ao mínimo protocolar de 48 horas.
D
Errada
Errada porque pressupõe Grupo D, UTI e expansão de 20 mL/kg em 20 minutos, além de hemocultura e exames de maior amplitude. A base é explícita ao dizer que o enunciado não descreve de forma inequívoca choque profundo, hemorragia grave ou falência orgânica grave. Sem esses elementos, não se sustenta tecnicamente reclassificar para dengue grave/Grupo D.
E
Certa
A alternativa E é a correta porque o enunciado descreve dengue na fase crítica com sinais de alarme e hipoperfusão, mas sem critérios inequívocos de choque profundo, hemorragia grave ou falência orgânica que sustentem Grupo D. Há prostração, vômito, oligúria, TEC de 3 segundos, PA baixa, petéquias/prova do laço positiva e hepatomegalia, o que afasta manejo ambulatorial dos grupos A/B e indica Grupo C. Nesse grupo, a diretriz exige hemograma completo, albumina sérica e transaminases, além de reposição volêmica com SF 0,9% 10 mL/kg IV e internação por no mínimo 48 horas.
Pegadinha da questão
A banca mistura achados que podem fazer o candidato oscilar entre Grupo B e Grupo D, mas a classificação correta depende do maior grau de gravidade efetivamente demonstrado no enunciado: há sinais de alarme suficientes para Grupo C, porém sem prova inequívoca de dengue grave/choque profundo para Grupo D.
Dica para questões semelhantes
  • Na dengue, classifique pelo achado de maior gravidade; petéquias ou prova do laço positiva isoladas não superam sinais de alarme.
  • Entre o 3º e o 7º dia, pense em fase crítica; se houver oligúria, prostração, vômitos e perfusão ruim, afaste manejo oral de Grupo B.
  • Para Grupo C, memorize o trio protocolar de exames obrigatórios: hemograma completo, albumina sérica e transaminases.
  • Confirmação laboratorial não deve atrasar a expansão volêmica quando o quadro já preenche critérios de Grupo C.

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