Em um pronto-socorro de ginecologia, em uma pequena cidade ...
Gabarito comentado
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Tema central: Esta questão aborda o diagnóstico diferencial das úlceras genitais, exigindo do candidato a capacidade de relacionar achados clínicos à conduta correta em uma situação de pronto-socorro.
Raciocínio clínico para a alternativa correta – C) tratar o herpes genital:
O quadro clínico descrito — mulher jovem, sexualmente ativa, com “feridas” e lesões vesiculosas em genitália — é altamente sugestivo de herpes genital, causado principalmente pelo vírus Herpes simplex tipo 2 (HSV-2). O achado típico são as vesículas agrupadas sobre base eritematosa, que podem evoluir para pequenas úlceras dolorosas.
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST do Ministério da Saúde (2022), Quadro 14:
“O tratamento do herpes genital deve ser iniciado precocemente com aciclovir, para reduzir a duração e gravidade das lesões, mesmo quando não há confirmação laboratorial, baseando-se no quadro clínico típico.”
Portanto, o manejo correto é iniciar o tratamento do herpes genital, geralmente com aciclovir oral, conforme recomendação vigente.
Análise das alternativas incorretas:
- A) Tratar sífilis primária e secundária: A sífilis se caracteriza, normalmente, por cancro duro indolor (lesão ulcerada, não vesiculosa). Não há indicação de início de tratamento empírico para sífilis nesta apresentação típica de herpes.
- B) Encaminhar para referência: O encaminhamento é reservado a casos graves, diagnóstico duvidoso ou refratários, o que não se aplica aqui.
- D) Tratar donovanose: Donovanose apresenta úlcera genital crônica, indolor, sem vesículas. Não condiz com o quadro.
- E) Tratar sífilis e cancroide: Cancroide causa úlceras dolorosas, supurativas, mas não vesículas; não faz parte do quadro relatado.
Estratégia de prova e pegadinhas:
Fique atento a descritores-chave: vesiculosas = herpes; úlceras dolorosas, supuradas = cancroide; úlceras indolores = sífilis ou donovanose. Nunca trate empiricamente doenças não compatíveis com o quadro clínico do enunciado.
Lembre-se: O manejo sindrômico de ISTs pode ser adotado na ausência de diagnóstico laboratorial, mas sempre guiado pelo padrão clínico.
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