Mulher de 33 anos, nuligesta, que apresentava os seus ciclos...
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Tema central: A questão aborda amenorreia secundária associada a hipogonadismo hipergonadotrófico em mulher jovem, sugerindo Insuficiência Ovariana Prematura (IOP). Conhecer a fisiopatologia, principais diagnósticos diferenciais e exames laboratoriais é fundamental para resolver questões desse tipo em concursos.
Raciocínio clínico e justificativa para a alternativa correta (D):
A paciente tem 33 anos, era menstruada regularmente e agora apresenta amenorreia há 7 meses. Dois exames laboratoriais, com intervalo de dois meses, evidenciaram FSH elevado (hipergonadotrofismo). Segundo a FEBRASGO (2020), “A Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) é caracterizada pela perda de função ovariana antes dos 40 anos; o diagnóstico requer FSH > 25 mUI/mL em pelo menos duas ocasiões.”
Logo, a alternativa correta é:
D) Ovariana prematura, de causas variadas, incluindo as disgenesias gonadais.
Por que a alternativa D está correta?
A IOP resulta em falência estrogênica precoce por hipoatividade ovariana, levando a elevação compensatória do FSH pelas gonadotrofinas (e LH, geralmente). As causas são múltiplas: genéticas, autoimunes, idiopáticas ou relacionadas a disgenesias gonadais. O quadro é caracterizado pela tríade: amenorreia, hipoestrogenismo e gonadotrofinas elevadas, exatamente como na paciente do caso.
Breve análise das alternativas incorretas:
- A) Hipofisária por hiperprolactinemia: Geralmente ocasiona hipogonadismo hipogonadotrófico (FSH e LH baixos), já que a prolactina elevada inibe GnRH e impedem secreção das gonadotrofinas.
- B) Hipotalâmica por puberdade tardia: Não condiz com mulher adulta, previamente eumenorreica. Além disso, puberdade tardia se manifesta como amenorreia primária, não secundária.
- C) Ovariana tardia por doenças crônicas, distúrbios alimentares, etc: Essas causas geralmente levam ao hipogonadismo hipogonadotrófico, com FSH baixo ou normal, pois há insuficiente estímulo hipotalâmico/hipofisário.
- E) Hipotalâmica por tumores ou injúria do SNC: Também cursa com FSH e LH baixos pelo mecanismo central, e não altos como no caso apresentado.
Estratégia para provas: Identifique sempre a associação entre (1) idade, (2) alteração do ciclo, e (3) perfil hormonal (FSH elevado = falência ovariana).
Referência: FEBRASGO, 2020. Insuficiência Ovariana Prematura: foco no tratamento hormonal.
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