Gestante G2P1(normal) com 40 semanas de gestação é admitida...

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Q4156988 Medicina
Gestante G2P1(normal) com 40 semanas de gestação é admitida na maternidade com queixas de contrações regulares há 5 horas. Ao exame: FC fetal 135 bpm, sem desacelerações. Toque vaginal: dilataçao de 5 cm, apagamento 90%, colo médio e macio, bolsa íntegra, apresentação cefálica em altura –1, variedade OEA. Dinâmica uterina: 2/10; 30 segundos. Após 2 horas de evolução, não houve progressão da dilatação.
A melhor conduta nesse momento é
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: Parturiente em fase ativa do trabalho de parto, com 5 cm de dilatação, 90% de apagamento, bolsa íntegra, apresentação cefálica em -1 e contrações insuficientes (2/10 min, 30 s), sem progressão após 2 horas: nesse contexto, a conduta que corrige a dinâmica uterina inadequada e favorece a evolução é a amniotomia.

Tema central: Condução do parto ativo
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. Misoprostol é método de indução e amadurecimento cervical. Aqui isso não se aplica, porque a paciente já está em trabalho de parto ativo e o colo já é favorável: 5 cm de dilatação, 90% de apagamento, colo médio e macio. O erro é confundir indução do parto com condução de um parto já em evolução.
B
Errada
Incorreta. O achado decisivo é hipossistolia: apenas 2 contrações em 10 minutos, com 30 segundos de duração. Tocolítico inibe atividade uterina; portanto, atuaria no sentido oposto ao necessário e agravaria a falta de progressão.
C
Errada
Incorreta. Bolsa íntegra, por si só, não indica antibioticoterapia. A base não descreve febre, suspeita de infecção, ruptura de membranas ou outra indicação infecciosa/profilática específica. Portanto, não há critério médico para antibiótico nesse cenário.
D
Errada
Incorreta. A ausência de progressão por 2 horas não justifica cesariana imediata quando a causa provável é dinâmica uterina insuficiente e ainda existe medida de condução disponível. Além disso, o feto está bem, não há desacelerações, não há desproporção evidente e o fator funcional do parto não foi corrigido. Indicar cesariana aqui seria conduta precipitada.
E
Certa
A alternativa E está correta porque o problema dominante é dinâmica uterina inadequada durante trabalho de parto já estabelecido, não colo desfavorável, infecção ou sofrimento fetal. Com bolsa íntegra, apresentação cefálica baixa/aplicada e ausência de sinais de comprometimento fetal, a amniotomia é a medida obstétrica apropriada entre as opções para aumentar a eficiência das contrações e favorecer dilatação e descida.
Pegadinha da questão
A banca usa a expressão "parada de progressão" para induzir cesariana, mas o dado que realmente manda na decisão é que a progressão falhou com dinâmica uterina fraca e bolsa íntegra; portanto, antes de via abdominal, a conduta correta é conduzir o parto com amniotomia.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina se é indução ou condução do parto: colo desfavorável e sem trabalho de parto sugerem indução; trabalho de parto ativo com colo favorável exige avaliar progressão e dinâmica uterina.
  • Se não há sofrimento fetal e a contração é fraca, procure a alternativa que corrige hipossistolia antes de escolher cesariana.
  • Bolsa íntegra com apresentação cefálica baixa em fase ativa favorece amniotomia como medida de aceleração entre opções obstétricas mecânicas.
  • Não aceite antibiótico, tocolítico ou misoprostol sem o critério específico que justifique cada um.

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