O médico está avaliando um menino de 4 anos de idade levado...
Com base nas informações fornecidas e nos critérios diagnósticos do DSM-5 para Transtorno do Espectro Autista (TEA), assinale a alternativa que melhor descreve a abordagem diagnóstica apropriada para esse paciente.
Gabarito comentado
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O tema central da questão é o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças, utilizando os critérios do DSM-5. O enunciado descreve um menino de 4 anos com características comportamentais sugestivas de TEA, como dificuldades de interação social, interesses restritos e comportamentos repetitivos.
Justificativa para a alternativa correta (B):
A alternativa B está correta porque propõe uma avaliação diagnóstica abrangente para TEA, que é a abordagem mais apropriada. O DSM-5 define o TEA com base em déficits persistentes na comunicação e interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. A avaliação deve incluir o uso de escalas validadas e questionários direcionados aos pais, juntamente com a observação clínica direta. Essas ferramentas ajudam a confirmar o diagnóstico conforme os critérios do DSM-5, garantindo uma avaliação minuciosa e precisa.
Análise das alternativas incorretas:
A: A alternativa A sugere descartar o diagnóstico de TEA devido à ausência de atraso na linguagem e comportamentos agressivos. No entanto, o DSM-5 não exige atraso de linguagem ou comportamentos agressivos para o diagnóstico de TEA. É um erro comum pensar que esses são critérios obrigatórios, mas o foco deve ser nas dificuldades de interação social e comportamentos restritivos.
C: A alternativa C propõe iniciar uma intervenção comportamental intensiva sem avaliação adicional. Embora a intervenção precoce seja importante, é crucial realizar uma avaliação completa antes de qualquer intervenção para garantir que o diagnóstico esteja correto e que as intervenções sejam adequadas às necessidades específicas da criança.
D: A alternativa D sugere uma avaliação genética detalhada antes do diagnóstico de TEA. Embora condições genéticas como a síndrome do X-frágil possam coexistir com TEA, o diagnóstico de TEA baseia-se nas características comportamentais descritas no DSM-5, e a avaliação genética é secundária e não substitui a avaliação clínica para TEA.
E: A alternativa E recomenda investigar condições como doença celíaca ou hipotireoidismo antes de considerar TEA. Essas condições não explicam os sintomas principais do TEA e, embora excluir outras condições médicas possa ser parte da avaliação geral, não deve atrasar o diagnóstico e o tratamento do TEA conforme os critérios comportamentais clínicos estabelecidos.
Portanto, a abordagem mais adequada é a avaliação diagnóstica abrangente usando ferramentas validadas e observação clínica, como indicado na alternativa B.
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