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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Pediatria |
Q3256246 Medicina
Pré-escolar de 4 anos, do sexo masculino, deu entrada na emergência pediátrica em coma afebril. Mãe informou que a criança apresentava-se mais irritada há 3 dias e com redução da aceitação da dieta. Não tem antecedentes patológicos dignos de nota. Ao exame, está hidratado, corado, respiração típica de Kussmaul, sem déficit perfusional, dextro de 600 mg/dL (ponta de dedo). A gasometria evidencia uma acidose metabólica com ânion gap aumentado. Sobre o manejo dessa emergência em pediatria, cuidados devem ser tomados especialmente para evitar o baixo débito culminando com a parada cardiorrespiratória pela hipofosfatemia.
Sobre essa condição eletrolítica nessa emergência, é correto afirmar que
Alternativas

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O tema central da questão é o manejo de uma emergência pediátrica envolvendo a cetoacidose diabética (CAD). Trata-se de uma condição em que ocorre deficiência de insulina e aumento da produção de corpos cetônicos, levando a uma acidose metabólica. A criança apresenta respiração de Kussmaul, que é um sinal clássico de acidose metabólica.

Vamos analisar a alternativa correta:

Alternativa A - pode ser consequência do hiperinsulinismo induzido pelo tratamento.

Essa alternativa é correta porque, durante o tratamento da CAD, a administração de insulina pode levar ao transporte de glicose e potássio para dentro das células, podendo desencadear hipofosfatemia. O uso de insulina é essencial para corrigir a hiperglicemia e a cetose, mas é importante monitorar os eletrólitos durante esse processo.

Agora, vamos examinar as alternativas incorretas:

Alternativa B - é consequência da hipercalcemia comum na cetoacidose diabética, especialmente se a criança tiver sinal de Trousseau positivo.

Essa alternativa está incorreta porque a hipercalcemia não é uma característica da CAD. Na verdade, a CAD está mais associada a distúrbios de potássio e fósforo. O sinal de Trousseau é mais relacionado à hipocalcemia.

Alternativa C - é decorrente da correção da acidemia com bicarbonato, que deve ser realizada independentemente da gravidade do distúrbio ácido-básico.

Esta afirmação é errada. A administração de bicarbonato na CAD é controversa e geralmente não é recomendada, exceto em situações de acidose severa. O uso inadequado de bicarbonato pode agravar a hipocalemia e não é uma causa direta de hipofosfatemia.

Alternativa D - é decorrente diretamente do hipoinsulinismo primário do coma hiperosmolar diabético, já que a cetoacidose diabética não ocorre nessa faixa etária.

Essa alternativa está incorreta por vários motivos. Primeiro, a CAD pode ocorrer em crianças de qualquer idade. Segundo, o coma hiperosmolar é uma condição distinta da CAD e não é típica dessa faixa etária.

Alternativa E - o tratamento deve ser sem suplementação de fosfato, pois a hipofosfatemia, mesmo que severa, é uma alteração esperada e autolimitada durante a resolução de todas as cetoacidoses diabéticas.

Esta alternativa está errada porque, embora a hipofosfatemia possa ser autolimitada, em casos severos pode ser necessária a suplementação de fosfato para evitar complicações como fraqueza muscular e problemas cardíacos.

Em resumo, o manejo da CAD em crianças envolve a correção cuidadosa de eletrólitos e glicose, monitorando-se o risco de hipofosfatemia induzida por insulina. Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

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