Recém-nascido com 33 semanas, do sexo masculino, nasceu com...

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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Pediatria |
Q3256241 Medicina
Recém-nascido com 33 semanas, do sexo masculino, nasceu com peso de 2300 g, de um parto vaginal domiciliar. O tempo de bolsa rota é desconhecido. A mãe possui diagnóstico de infecção pelo HIV há pouco mais que um ano, mas não faz acompanhamento e abandonou o esquema antirretroviral 1 mês antes de engravidar.
Diante do alto risco de transmissão vertical, as condutas para essa criança são: 
Alternativas

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Tema central: Esta questão aborda profilaxia da transmissão vertical do HIV em recém-nascidos de alto risco, um tema essencial na Neonatologia e Saúde Pública.

Justificativa da alternativa correta (A):
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Prevenção da Transmissão Vertical do HIV do Ministério da Saúde: “Para recém-nascidos expostos ao HIV, recomenda-se a administração de zidovudina (AZT) por quatro semanas. Em casos de alto risco de transmissão vertical, como ausência de tratamento antirretroviral materno durante a gestação, parto domiciliar ou desconhecimento da carga viral materna, é indicada a realização do teste de DNA pró-viral para diagnóstico precoce do HIV no recém-nascido.”

No caso descrito, há alto risco: mãe sem TARV durante a gestação, parto domiciliar e status viral desconhecido. A conduta correta é coletar DNA pró-viral para diagnóstico precoce e iniciar profilaxia com zidovudina (AZT) por 4 semanas, como destacado nas principais referências (SBP, OMS, UpToDate).

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Sorologia anti-HIV / apenas zidovudina: A sorologia pode detectar anticorpos maternos transferidos, sendo inadequada para diagnóstico precoce em RN. O correto é o DNA pró-viral.
  • C) Carga viral – HIV / zidovudina, lamivudina e raltegravir: A carga viral não é exame de escolha para o RN. Esse esquema é reservado para situações específicas de alto risco muito elevado (ex.: mãe detectavelmente viremia próxima ao parto), devendo ser iniciado por equipes especializadas.
  • D) Sorologia anti-HIV ou DNA pró-viral / zidovudina e nevirapina: O uso de nevirapina associada é restrito a casos ainda mais críticos, como viremia materna comprovada elevada ou exposição à amamentação; não é recomendado de rotina em todas situações de risco.
  • E) Carga viral – HIV / zidovudina, lamivudina e nevirapina: Novamente, exame inadequado para o contexto neonatal e uso de esquema antirretroviral não indicado rotineiramente; pode trazer efeitos adversos desnecessários.

Dicas de prova e pegadinhas: Atenção para o tipo de exame no RN: a pesquisa de DNA pró-viral é o método recomendado para diagnóstico precoce, pois a sorologia pode ser falsamente positiva pelo IgG materno; e a carga viral não é indicada para os recém-nascidos. O uso ampliado de antirretrovirais só é indicado caso se configure risco extremo e após avaliação especializada.

Em resumo: Diante de risco elevado de transmissão vertical do HIV, a conduta padrão inclui DNA pró-viral + zidovudina por 4 semanas (Alternativa A), conforme recomendações do Ministério da Saúde e literatura médica de referência (Nelson Tratado de Pediatria; SBP; UpToDate).

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