Lactente, do sexo masculino, com 18 meses de idade, foi lev...
Após a estabilização inicial, a conduta mais apropriada a seguir para essa criança é:
Gabarito comentado
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A questão apresentada trata do manejo de uma convulsão febril em uma criança de 18 meses. Convulsões febris são crises associadas à febre em crianças pequenas, geralmente entre 6 meses e 5 anos, sem evidência de infecção intracraniana ou outra causa identificável. Elas são comuns e, na maioria dos casos, benignas.
A alternativa correta é a E: “não iniciar tratamento anticonvulsivante profilático, apenas educando os pais sobre o manejo da febre e que há baixa probabilidade de progressão para epilepsia.”
Aqui está o raciocínio clínico por trás da resposta:
1. **Convulsões febris** são comuns e geralmente benignas, não justificando o uso de anticonvulsivantes profiláticos em crianças que tiveram apenas uma convulsão febril simples, que é definida como uma crise generalizada, de curta duração (menos de 15 minutos) e que não se repete em 24 horas.
2. **O prognóstico** para convulsões febris é excelente, com uma baixa taxa de progressão para epilepsia. Portanto, o foco deve ser na educação dos pais sobre o manejo da febre, tranquilizando-os sobre o bom prognóstico.
Agora, vamos analisar as alternativas incorretas:
A - Administrar antitérmico regularmente “de horário”: Embora o controle da febre seja importante, não há evidências de que a administração regular de antitérmicos previna convulsões febris. A febre deve ser tratada para o conforto da criança, mas não como prevenção de convulsões.
B - Iniciar tratamento anticonvulsivante profilático com fenobarbital: Essa abordagem não é recomendada para convulsões febris simples, pois os efeitos colaterais dos anticonvulsivantes superam os possíveis benefícios, dado o bom prognóstico natural das convulsões febris.
C - Realizar uma tomografia computadorizada (TC) de crânio: Não é indicada em casos típicos de convulsão febril simples, a menos que haja sinais neurológicos focais ou história sugestiva de trauma ou anormalidade neurológica prévia.
D - Administrar uma dose única de diazepam retal ao apresentar febre: Isso pode ser considerado em casos de convulsões febris complexas ou em crianças com alto risco de recorrência, mas não é rotina para convulsões febris simples.
Esperamos que essa explicação tenha ajudado a esclarecer como abordar o manejo de convulsões febris em crianças. É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado individualmente, mas as diretrizes gerais fornecem um bom ponto de partida para o manejo.
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