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Ano: 2024 Banca: VUNESP Órgão: EsFCEx Prova: VUNESP - 2024 - EsFCEx - Oficial - Pediatria |
Q3256233 Medicina
O médico está de plantão na unidade de terapia intensiva neonatal quando um parto prematuro de 33 semanas é realizado devido a complicações maternas. O recém-nascido apresenta-se com apneia e frequência cardíaca abaixo de 60 bpm ao nascimento. Após a recepção, estímulo tátil e avaliação inicial, não há melhora significativa na frequência cardíaca ou início da respiração espontânea.
Com base nas diretrizes de reanimação neonatal mais recentes, assinale a alternativa que contempla corretamente a sequência correta de ações que devem ser tomadas imediatamente para a reanimação desse neonato prematuro.
Alternativas

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Tema Central da Questão: A questão aborda a reanimação neonatal, especificamente em um cenário de parto prematuro onde o recém-nascido apresenta apneia e bradicardia (< 60 bpm). A reanimação neonatal é uma situação crítica e é essencial seguir as diretrizes atuais para garantir a melhor chance de sucesso.

Justificativa da Alternativa Correta (B):

A alternativa B é a correta. De acordo com as diretrizes de reanimação neonatal da American Heart Association (AHA) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), para um recém-nascido com frequência cardíaca abaixo de 100 bpm, a ventilação com pressão positiva (VPP) deve ser iniciada imediatamente. Para prematuros, é recomendado iniciar com uma mistura de ar e oxigênio, geralmente FiO2 de 30%, ajustando conforme a oximetria de pulso para atingir as saturações alvo conforme o tempo de vida. Se após 30 segundos de VPP a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm, compressões torácicas devem ser iniciadas.

Análise das Alternativas Incorretas:

A. Iniciar VPP com ar ambiente: Para prematuros, é recomendado iniciar com uma mistura de ar e oxigênio, não apenas ar ambiente, devido à maior necessidade de oxigênio desses bebês. Além disso, a frequência cardíaca abaixo de 100 bpm não é a indicação para começar compressões torácicas, que só devem ser iniciadas se a frequência estiver abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP.

C. Administrar oxigênio a 100% e iniciar compressões simultaneamente: A administração de 100% de oxigênio não é recomendada inicialmente, principalmente em prematuros, devido ao risco de toxicidade. Além disso, as compressões torácicas só devem começar se a frequência cardíaca permanecer abaixo de 60 bpm após 30 segundos de VPP eficaz.

D. Aplicar CPAP imediatamente: Embora o CPAP possa ser benéfico em certas condições respiratórias, neste caso específico de apneia e bradicardia, a prioridade é iniciar a VPP. O CPAP não é suficiente para tratar a apneia e a baixa frequência cardíaca.

E. Intubação traqueal imediata e VPP com 100% de oxigênio: A intubação pode ser necessária, mas a primeira intervenção ainda é a VPP com mistura de ar e oxigênio. O uso imediato de 100% de oxigênio não é recomendado sem antes ajustar conforme necessário. A administração de adrenalina só é considerada se após ventilação e compressões por 30 segundos a frequência cardíaca ainda estiver abaixo de 60 bpm.

Essas diretrizes são essenciais para garantir uma abordagem segura e eficaz na reanimação neonatal, especialmente em prematuros que têm necessidades respiratórias específicas.

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