Em relação às anomalias anorretais, assinale a alternativa c...
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Tema central: As anomalias anorretais são malformações congênitas que comprometem o desenvolvimento do ânus e do reto. Destacam-se por sua variabilidade anatômica, podendo apresentar fístulas para estruturas do trato urogenital ou ausência de comunicação anômala. O correto reconhecimento dessas variantes é crucial na abordagem cirúrgica pediátrica.
Alternativa correta (B): Sem fístula é o tipo mais comum em crianças com síndrome de Down.
Justificativa: Em pacientes com síndrome de Down, as anomalias anorretais comumente se apresentam sem fístulas (ausência de comunicação anômala entre o reto e o períneo ou estruturas urogenitais). Segundo revisão sistemática e literatura especializada em cirurgia pediátrica (Keating, Moore, Pediatric Surgery; Spitz, Anorectal Malformations), as formas baixas e intermediárias sem fístula são predominantes nestes pacientes. Esta informação é reforçada em relatos clínicos e consensos nacionais.
Por que as demais alternativas estão erradas?
A) Fístula reto-uretra prostática NÃO é a mais comum no sexo masculino. O tipo mais comum é a fístula perineal ou bulbar; a prostática é menos prevalente e mais grave.
C) A fístula perineal NÃO é a mais comum no sexo feminino. No sexo feminino, predominam as fístulas reto-vestibulares ou reto-vaginais, conforme Wong, Pediatric Surgery e protocolos assistenciais da SBP.
D) Estenose retal pode estar associada a tumor pré-sacral, especialmente em sínfrome de Currarino. A associação entre anomalias anorretais e tumor pré-sacral é clássica, como ressaltado em consensos internacionais.
E) Canal comum maior de 3 cm está ligado a cloacas complexas, mas não representa o tipo mais frequente; a maioria apresenta canal comum < 3 cm.
Dicas para questões deste tipo: Atenção à terminologia específica ("tipo mais comum", "associação clássica") e fuja de generalizações, buscando sempre o dado epidemiológico correto. Fique atento às associações sindrômicas típicas – como a Down e anomalia baixa/sem fístula – exploradas frequentemente em provas.
Segundo literatura cirúrgica pediátrica e consensos, a correta leitura do quadro clínico, associada ao entendimento das particularidades anatômicas e síndromes relacionadas, é fundamental para a definição de diagnóstico e conduta adequada (Keating, Moore, Pediatric Surgery; Ministério da Saúde, Anomalias Congênitas).
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