Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT...

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Q3874642 Medicina
Conforme o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Hepatite B e Coinfecções (2023), a presença de anti-HBc total isolado (com HBsAg e anti-HBs não reagentes) pode ocorrer em diferentes contextos.

Com relação às situações em que pode ser encontrado anti-HBc total isolado, analise as afirmativas a seguir:

I - Durante a janela imunológica de HBsAg na infecção aguda em resolução: período entre a soroconversão de HBsAg para anti-HBs. O teste para anti-HBc IgM também deve ser positivo, por ser esta a classe de anticorpos predominante.
II - Por exposição prévia ao vírus, situação mais comum em populações com risco intermediário ou alto para infecção pelo HBV: pode ocorrer após a cura funcional (indetecção de HBsAg) e o declínio dos títulos de anti-HBs; o resultado HBsAg não reagente pode decorrer da produção de HBsAg em níveis abaixo do ponto de corte, caracterizando infecção oculta.
III - Por resultado falso-positivo de anti-HBc, evento frequente, devido à alta sensibilidade dos testes atuais. Essa hipótese é comum mesmo em áreas de alta prevalência de HBV.
IV - Por mutações de HBsAg, levando a resultados falso-negativos para HBsAg. Ocorrem raramente, mas há casos descritos, constituindo diagnóstico de exclusão.

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Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é a aderência ao PCDT de Hepatite B e Coinfecções 2023 para o padrão anti-HBc total isolado (HBsAg e anti-HBs não reagentes): o protocolo reconhece a janela imunológica com anti-HBc IgM positivo, a exposição prévia ao HBV com possibilidade de cura funcional e infecção oculta, e mutações de HBsAg como causa rara de falso-negativo para HBsAg; já o falso-positivo de anti-HBc é infrequente, mais cogitado em baixa prevalência e sem vulnerabilidades, tornando a afirmativa III incorreta e sustentando o gabarito C.

Tema central: Anti-HBc total isolado
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui a afirmativa III, que contraria o PCDT. O erro médico específico da III é dizer que o falso-positivo de anti-HBc é frequente por causa da alta sensibilidade dos testes atuais e comum em alta prevalência. A base oficial afirma o oposto: trata-se de evento infrequente, relacionado à elevada especificidade dos testes, mais considerado em indivíduos sem vulnerabilidades e em contextos de baixa prevalência.
B
Errada
Incorreta por dois motivos objetivos: mantém a afirmativa III, que é falsa segundo o PCDT, e exclui a afirmativa II, que está correta. O protocolo reconhece exposição prévia ao HBV, cura funcional com declínio de anti-HBs e possibilidade de infecção oculta como contextos válidos de anti-HBc total isolado. Portanto, eliminar a II entra em conflito direto com a interpretação sorológica oficial.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne exatamente as assertivas compatíveis com a enumeração do PCDT 2023. A afirmativa I está correta ao descrever a janela imunológica da infecção aguda em resolução, fase em que o HBsAg já negativou, o anti-HBs ainda não surgiu e o anti-HBc IgM permanece detectável. A II também está correta porque o protocolo admite anti-HBc isolado após exposição prévia ao HBV, inclusive após cura funcional com queda do anti-HBs a níveis não detectáveis, além da possibilidade de infecção oculta com HBsAg abaixo do ponto de corte. A IV está correta porque mutações de HBsAg podem gerar falso-negativo para HBsAg, são raras e constituem diagnóstico de exclusão.
D
Errada
Incorreta porque a afirmativa III está errada. Embora o falso-positivo de anti-HBc exista, o enunciado dessa assertiva distorce dois pontos decisivos do PCDT: a frequência, que é infrequente, e o contexto epidemiológico, em que essa hipótese é mais cogitada em baixa prevalência e sem vulnerabilidades, não como situação comum em alta prevalência.
Pegadinha da questão
A banca explorou a inversão da lógica do falso-positivo na afirmativa III: ele existe, mas o PCDT o descreve como infrequente e mais compatível com baixa prevalência e ausência de vulnerabilidades; a assertiva troca isso por “frequente” e ainda usa “alta sensibilidade” quando a base destaca elevada especificidade dos testes atuais.
Dica para questões semelhantes
  • Quando o enunciado citar explicitamente o PCDT, confronte cada assertiva com a lista oficial de possibilidades, sem resolver por impressão geral.
  • No anti-HBc total isolado, lembre dos contextos aceitos pelo protocolo: janela imunológica, exposição prévia com possível infecção oculta e mutação de HBsAg.
  • Não descarte HBV apenas porque o HBsAg é não reagente; pela própria base, isso não exclui infecção oculta nem mutação de HBsAg.
  • Se a alternativa falar em falso-positivo de anti-HBc, confira frequência e contexto epidemiológico: pelo PCDT, é hipótese infrequente e mais cogitada em baixa prevalência.

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