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Q3874640 Medicina
Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) – Hepatite B e Coinfecções (2023), pessoas com infecção atual ou pregressa pelo vírus da hepatite B (HBV) podem apresentar reativação viral quando submetidas a terapias imunossupressoras. Sobre a prevenção da reativação do HBV, marque a alternativa CORRETA.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra a prevenção da reativação do HBV em candidatos à imunossupressão/quimioterapia segundo o PCDT 2023: deve-se rastrear previamente com HBsAg e anti-HBc total, e, havendo indicação, instituir profilaxia antiviral com tenofovir ou entecavir.

Tema central: Prevenção da reativação do HBV
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca a profilaxia para depois da reativação já estabelecida. Pela base, a prevenção da reativação em contexto de imunossupressão não consiste em esperar elevação de ALT ou sororreversão para HBsAg reagente; quando há indicação, o antiviral deve ser iniciado preventivamente. Esperar manifestação laboratorial ou clínica contraria o objetivo preventivo da conduta.
B
Certa
A alternativa B está correta porque reproduz o núcleo da recomendação oficial usada pela questão: pacientes que vão iniciar imunossupressão ou quimioterapia devem ser rastreados para infecção atual ou pregressa por HBV com HBsAg e anti-HBc total, e os que tiverem indicação de profilaxia devem receber antiviral com maior potência e barreira genética, especialmente tenofovir ou entecavir. Esse é exatamente o eixo da prevenção da reativação no PCDT 2023.
C
Errada
Está errada porque anti-HBc total reagente com anti-HBs reagente indica infecção pregressa, mas não elimina o risco de reativação durante imunossupressão. A base afirma expressamente que infecção pregressa também pode reativar e que esse perfil sorológico não autoriza dispensar acompanhamento de forma geral; conforme a estratificação de risco, esses pacientes podem necessitar de monitoramento ou profilaxia.
D
Errada
Está errada por afirmar como primeira escolha um fármaco que a própria base coloca como inferior nesse cenário. Tenofovir e entecavir são preferidos por maior potência antiviral e maior barreira genética, enquanto a lamivudina apresenta maior risco de resistência viral. Portanto, chamá-la de primeira escolha por suposto baixo risco de resistência contraria tanto a farmacologia dos análogos quanto a diretriz citada.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que prevenção só começa após ALT subir ou HBsAg reaparecer, e supor que infecção pregressa com anti-HBs reagente afasta necessidade de vigilância durante imunossupressão.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar imunossupressão ou quimioterapia, procure primeiro a etapa de rastreamento prévio com HBsAg e anti-HBc total.
  • Em prevenção de reativação do HBV, diferencie profilaxia antes da reativação de tratamento da reativação já manifesta.
  • Para escolha do antiviral profilático, privilegie os de maior barreira genética: tenofovir ou entecavir; lamivudina não é a preferida por resistência.
  • Anti-HBc reagente continua relevante mesmo com anti-HBs reagente; esse perfil não exclui monitoramento ou profilaxia conforme o risco.

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