Com relação ao início da terapia antirretroviral (TARV) na...
( ) Recomenda-se o início da TARV mesmo em controladores de elite e independentemente da contagem de linfócitos TCD4.
( ) Recomenda-se o início da TARV entre quatro e seis semanas após o início do tratamento antifúngico na meningite criptocócica com melhora clínica.
( ) Recomenda-se que, para pessoa vivendo com HIV ou AIDS com meningite tuberculosa, o início da TARV ocorra, preferencialmente, entre quatro e seis semanas após o início do tratamento da tuberculose.
( ) Em todos os casos de tuberculose com acometimento do sistema nervoso central com contagem de linfócitos TCD4 <200 células/mm³, está indicado o uso de corticoide, o que pode minimizar os efeitos da SIRI (síndrome inflamatória de reconstituição imune).
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Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: O PCDT brasileiro de 2024 orienta iniciar TARV mesmo em controladores de elite e, nas infecções oportunistas do SNC, postergar o início na meningite criptocócica e na meningite tuberculosa para cerca de 4 a 6 semanas após o tratamento específico. A quarta assertiva é falsa porque universaliza o uso de corticoide e o vincula a CD4 <200 e à prevenção de SIRI, o que não é o critério decisivo descrito na base.
- Quando a questão tratar de TARV em HIV com acometimento do SNC, confira se há exceção ao início imediato, especialmente em meningite criptocócica e meningite tuberculosa.
- Não use “controlador de elite” como argumento para dispensar TARV; pela base, a recomendação é tratar independentemente do CD4.
- Desconfie de assertivas com “em todos os casos” em coinfecções do SNC; confirme se a diretriz realmente traz indicação universal ou se o item está absolutizando um critério inexistente.
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